Busca avançada
Ano de início
Entree

Controle biológico do parasita Varroa destructor em colônias de Apis mellifera

Processo: 18/08221-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de maio de 2019 - 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Larissa Galante Elias
Beneficiário:Larissa Galante Elias
Empresa:Decoy Tecnologia em Controle de Pragas Ltda. - ME
CNAE: Criação de animais não especificados anteriormente
Atividades de apoio à agricultura
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
Município: Ribeirão Preto
Pesquisadores principais:Lucas Garcia von Zuben ; Tatiana Magalhães ; Túlio Marcos Nunes
Pesq. associados:Cristiano Menezes ; FILIPE JOSE DAL BO DE ANDRADE
Assunto(s):Apicultura  Controle biológico  Controle de pragas 

Resumo

A polinização por insetos é essencial para a produção de mais de 70% das plantas cultivadas utilizadas na alimentação humana mundialmente. Dentre os insetos polinizadores com maior importância econômica, as abelhas têm grande destaque, principalmente a espécie Apis mellifera L., cujos serviços de polinização contribuem $200 bilhões ao ano para a economia mundial. Entretanto, os serviços de polinização vêm sendo afetados nos últimos anos como consequência de um fenômeno mundial que tem levado à perda de ninhos de Apis mellifera (Colony Collapse Disorder, CCD). Infestações pelo ácaro Varroa destructor parecem ter um papel importante nos colapsos de colônias de Apis mellifera observados recentemente, sobretudo na América do Norte e Europa, sendo uma das maiores ameaças à apicultura atual. Os ácaros parasitam pupas de Apis mellifera, se alimentando do corpo gorduroso do inseto, e também transmitem os principais vírus causadores de danos às abelhas, como o vírus de asa deformada", ou DWV (sigla em inglês). Abelhas parasitadas apresentam menor peso quando da emergência e menor porcentagem de retorno ao ninho. Diante dos desafios encontrados no combate a Varroa destructor, principalmente com relação à resistência desenvolvida pelo ácaro aos compostos químicos utilizados tradicionalmente, o uso de agentes biológicos se tornou uma alternativa bastante promissora. O ácaro é sensível à maioria dos fungos entomopatogênicos, e experimentos já realizados por outros pesquisadores mostram resultados encorajadores. Nesse contexto, propomos o uso de fungos acaropatogênicos Hirsutella e Neozigytes como uma alternativa de tratamento, com o intuito de minimizar a possibilidade de efeitos negativos sobre as abelhas, já que esses fungos afetam especificamente ácaros, sem ação nos insetos. O produto final a ser desenvolvido consiste em uma formulação contendo conídios de fungos acaropatogênicos em óleo emulsionável que seja ao mesmo tempo letal para os ácaros e inócuo para as abelhas. Durante o desenvolvimento do projeto será necessário (1) selecionar cepas dos fungos que causem alta taxa de mortalidade aos indivíduos de Varroa destructor em laboratório; (2) selecionar artificialmente cepas de fungos que se desenvolvam nas condições ambientais do ninho; (3) otimizar a formulação de forma a manter a viabilidade dos conídios até o campo; (4) testar a segurança do formulado para as abelhas em campo. A oferta de controle biológico a base de fungos aos apicultores permitirá o controle de forma sustentável da praga evitando assim que as colônias entrem em colapso, aumentando o potencial de polinização e de produção de mel, cera e própolis. A disponibilidade de um produto com tempo longo de viabilidade permitirá o controle adequado das infestações, sem gerar contaminações químicas do ninho e do ambiente. Todos esses benefícios possibilitarão, ainda, redução dos gastos; aumento dos lucros para os apicultores pelo aumento da eficiência de polinização e da produção de produtos da colônia. (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.