| Processo: | 19/13385-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2022 |
| Área do conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística |
| Pesquisador responsável: | Lucília Maria Abrahão e Sousa |
| Beneficiário: | Lucília Maria Abrahão e Sousa |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Dantielli Assumpcao Garcia ; Fábio Ramos Barbosa Filho ; Lauro José Siqueira Baldini |
| Assunto(s): | Análise do discurso Ditadura Luto Michel Pêcheux |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Análise do Discurso | Ditadura | Luto | Memorais da Resistência | Michel Pêcheux | Análise do Discurso |
Resumo
Com este projeto, objetivamos analisar, à luz da teoria discursiva proposta por Michel Pêcheux e seus sucessores, o modo como locais endereçados à prática da tortura nas décadas de 1960 e 1970 passaram a ser denominados memoriais da resistência em diferentes países da América Latina (Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia e Peru) e na Europa (Portugal), isto é, casas de memória a guardar efeitos de luto, tortura e ditadura na atualidade. Locais em que a memória se institucionalizou, materializando restos, vestígios e marcas residuais do inominável da morte, compondo um espetáculo outro a ser visitado, visto, fotografado e documentado. Interessa-nos mobilizar os conceitos da teoria de Michel Pêcheux, especialmente os conceitos de sujeito, arquivo, memória e acontecimento discursivos, para refletir, analisar e interpretar alguns pontos que nos instigaram logo de saída em relação a esse espaço discursivo: 1) os efeitos do testemunho na trama desses memoriais; 2) a discursividade inscrita no projeto arquitetônico de cada um deles, em geral, onde antes funcionavam presídios e salas de tortura; 3) a voz das exposições temáticas e também da curadoria que ali são apresentadas, além dos deslizamentos de sentidos postos a cada cena dos materiais em exposição; 4) O modo como o(s) luto(s) instala(m) (ou não) efeitos de entretenimento, interatividade ou espetáculo junto aos sujeitos leitores. O corpus será constituído a partir de visitas de campo presenciais realizadas pelos proponentes e pesquisadores convidados, de recortes das exposições e acervo permanente desses memoriais nos anos de 2018, 2019 e 2020. Intenta-se refletir sobre os desdobramentos do arquivo discursivo, o funcionamento da memória e a constituição da voz institucional (e daquilo que escapa à institucionalidade da memória) em espaços museológicos, tendo agora uma outra espessura de objeto em jogo e em discurso, qual seja, os jogos de linguagem que envolvem procedimentos de visibilidade e invisibilidade, dizível e indizível, naquilo que da ditadura se apresenta no agora da contemporaneidade. (AU)
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