Resumo
O Estado de São Paulo é o maior produtor do mundo de laranja, sendo responsável por cerca de 25% da produção global (e 75% da produção brasileira) e o seu processamento industrial gera expressivas quantidades de resíduos como o bagaço, o qual representa aproximadamente 50% da massa total da fruta e alternativas à sua destinação devem ser encorajadas. Os resíduos agroindustriais são abundantes e constituem uma fonte promissora para o seu emprego em rotas de conversão energética, além de reduzir custos e minimizar impactos socioambientais atrelados ao seu descarte inadequado. A obtenção de indicadores sobre a viabilidade técnica, econômica, ambiental, social e legal, é de suma importância e estes podem ser utilizados para o fornecimento de parâmetros que possibilitem uma avaliação do aproveitamento bioenergético do bagaço da laranja. Logo, o emprego de biomassas residuais como fonte de energia é uma oportunidade de diversificação de combustíveis empregados no setor industrial. Este trabalho propõe a valoração dos resíduos do setor citrícola a partir da caracterização e da realização de análises energética, exergética, técnico-econômica, ambiental e de ciclo de vida do emprego de blendas de bagaço de laranja com bagaço de cana-de-açúcar em sistemas térmicos. A partir da análise crítica dos dados obtidos no projeto será possível desenvolver/aprimorar planos de gerenciamento de resíduos sólidos ao setor citrícola, além de proporcionar o atendimento às crescentes exigências socioambientais e legais do mercado brasileiro e internacional. Com vistas ao aprimoramento da sustentabilidade da cadeia produtiva da laranja, também pretende-se prospectar configurações de biorrefinaria a partir dos produtos resultantes desta proposta. Assim, almeja-se estimular a recuperação energética de produtos estratégicos para que o setor citrícola possa caminhar na direção de novos patamares de competitividade, além de atender objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, promover ações ESG, estimular a transição energética de baixo carbono e a economia circular e verde. (AU)
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