Resumo
O Brasil possui hoje uma das agriculturas mais pujantes do mundo, tendo o PIB do agronegócio brasileiro alcançado a participação de 26,6% no ano de 2020, sendo responsável por 38,5% do total de exportações. Além disso, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil é o país que mais pode aumentar sua produção, com crescimento projetado de mais de 40%. Porém, ainda existem inúmeros desafios a serem enfrentados para maximizar a produção de forma sustentável e a um nível suficiente para atender a demanda de alimentos, contribuindo assim para diminuição da pobreza e desigualdade. Desta forma, o grande desafio, principalmente dos países em desenvolvimento, é aprender a lidar com os efeitos adversos das mudanças climáticas, de forma a tornar a agricultura resiliente e amigável ao meio ambiente e à saúde humana. Os bioestimulantes são uma escolha altamente eficaz e ecológica para garantir efeitos benéficos nas plantas. Eles são conhecidos por aumentar a eficiência de absorção de nutrientes, disponibilidade de nutrientes, crescimento de plantas, floração, desenvolvimento de frutos, produtividade e tolerância contra estresse biótico e abiótico, independentemente de sua própria composição de nutrientes. O objetivo do presente projeto é o desenvolvimento de um bioestimulante contendo uma mistura de reguladores de crescimento vegetal (RCV) encapsulados em nanopartículas poliméricas. A presente proposta está dividida, essencialmente, em duas principais etapas: i) escalonamento da formulação (sólida e/ou líquida) de nanopartículas contendo reguladores de crescimento vegetal (ácido indolacético, giberelina e cinetina); ii) validação da atividade biológica da formulação para o tratamento de sementes em duas culturas (Soja e Milho) na presença e ausência de estresse hídrico. Desta forma, ao final da presente proposta, se espera chegar a um nível de maturidade tecnológica 6 (TRL) para o bioestimulante em questão.O bioestimulante que será desenvolvido neste projeto PIPE é inovador, uma vez que se trata de formulação baseada em nanotecnologia, a qual amplia a potencialidade dos reguladores de crescimento vegetal no tratamento de sementes. Serão explorados os benefícios de seu uso no tratamento de sementes no âmbito econômico e, principalmente, na resposta biológica para o desenvolvimento vegetal e produção, destacando seu diferencial quando comparado com bioestimulantes convencionais. Além disso o projeto visa o desenvolvimento de formulação que use a menor quantidade de moléculas (economia de recursos), bem como utilize, durante o processo de desenvolvimento, componentes de origem natural como biopolímeros. Por meio da presente proposta se espera obter uma formulação de bioestimulante que respeite as especificações, garantias e limites de tolerância preconizados pela legislação brasileira, visando o aumento de produtividade de forma mais sustentável. (AU)
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