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Apua: itinerários da história da matemática, da etnomatemática e da educação matemática

Processo:24/06204-1
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Temático
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de outubro de 2030
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Tópicos Específicos de Educação
Pesquisador responsável:Wagner Rodrigues Valente
Beneficiário:Wagner Rodrigues Valente
Instituição Sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Guarulhos
Pesquisadores associados: Andréia Lunkes Conrado ; GUSTAVO ALEXANDRE DE MIRANDA ; Henrique Marins de Carvalho ; Luciane de Fatima Bertini ; Zaqueu Vieira Oliveira
Assunto(s):Arquivos pessoais  Educação matemática  Etnomatemática  História  Matemática 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Arquivos Pessoais | educação matemática | Etnomatemática | História | Matemática | Educação Matemática; História Da Matemática; Etnomatemática; História Das Ciências

Resumo

O projeto tem por objetivo analisar processos e dinâmicas presentes na configuração de saberes que possibilitaram a criação de comunidades científicas como a Sociedade Brasileira de História da Matemática (SBHMat), a Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM) e grupos dedicados à Etnomatemática (atualmente os grupos de Etnomatemática se organizam em termos da RedInet - Rede Internacional de Etnomatemática e The International Study Group for Ethnomathematics (ISGEm). De escopo amplo, a investigação reúne especialistas em cada uma dessas áreas, que articularão seus estudos beneficiando-se da massa documental reunida pelo professor Ubiratan D'Ambrosio. Figura emblemática para essas comunidades científicas no Brasil, D'Ambrosio guardou quantidade enorme de documentos durante sua vida profissional, que estão sendo organizados na composição do APUA - Arquivo Pessoal Ubiratan D'Ambrosio. Apenas como exemplo, no acervo estimou-se a existência de cerca de vinte mil cartas (manuscritas, datilografadas) trocadas entre esse professor e pesquisadores de diferentes partes do mundo e do Brasil, compreendendo o período de 1950 a 2000. Na análise dos saberes iniciais constituintes da SBHMat, SBEM e grupos de Etnomatemática, o estudo insere-se no movimento internacional de pesquisas sobre a história do conhecimento, com análises sobre os bastidores da produção científica: "como informações dispersas transformam-se em saberes sistematizados ao longo da história?" (Burke, 2016). Tal perspectiva remonta ao chamado "Programa Forte" de David Bloor, em 1976, na afirmação da produção científica como empreendimento social, e seus desdobramentos nas décadas seguintes, chegando aos tempos atuais com estudos como os de Waquet (2022) - "Nos bastidores da ciência - técnicos, ajudantes e outros trabalhadores invisíveis". Nesse sentido, o uso de arquivos pessoais, como o APUA, permite a entrada nos bastidores da produção de saberes para a constituição daquelas comunidades científicas brasileiras. A investigação a ser realizada, por equipe ampla de pesquisadores, espera ter como resultados uma produção bibliográfica (teses, dissertações, artigos etc.) e uma produção técnica (organização de base de dados para a pesquisa, inventário do APUA e material de divulgação a ser inserido na Rede de Memória da Ciência da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro). (AU)

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