| Processo: | 25/10939-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2029 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia |
| Pesquisador responsável: | Rogerio Pazetti |
| Beneficiário: | Rogerio Pazetti |
| Instituição Sede: | Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Aristides Tadeu Correia |
| Assunto(s): | Engenharia tecidual Ratos Transplante de pulmão Cirurgia torácica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Detergente químico | Engenharia de Tecidos | rato | Transplante pulmonar | Cirurgia Torácica |
Resumo
Atualmente, a principal modalidade terapêutica para pacientes com doenças pulmonares em estágio terminal é o transplante. O número de transplantes de pulmão tem aumentado anualmente, juntamente com o aumento no número de pacientes na lista de espera, situação reforçada pelo envelhecimento progressivo da população. Um dos fatores limitantes, que contribui para a extensão desse problema, é a oferta de órgãos viáveis; todavia, essa escassez de pulmões de doadores também é agravada pela fragilidade do órgão, pois os tecidos pulmonares são facilmente danificados e muitas vezes comprometidos durante a processo de aquisição e transplante.Os pacientes na lista de transplante que conseguem receber um órgão de um doador enfrentam a necessidade de aderir a regimes de imunossupressão por meio de medicamentos, que são ideais e críticos para a sobrevivência do enxerto e do paciente. No entanto, esses medicamentos também contribuem para significativa morbidade e mortalidade, levando à suscetibilidade a infecções oportunistas, hipertensão e distúrbios linfoproliferativos; além disso, há uma alta probabilidade da incidência de bronquiolite obliterante, resultante de uma resposta aloimune provocada pelas disparidades entre doador e os antígenos do receptor.Dada a demanda urgente por um maior número de órgãos viáveis para transplante pulmonar, a engenharia de tecidos surge como uma solução promissora e viável para aumentar a oferta de órgãos e diminuir a morbidade associada à imunossupressão, com a criação de versões autólogas de órgãos complexos, por meio de uma técnica baseada na descelularização de um órgão para a obtenção de um "scaffold" ou andaime biológico, que é um arcabouço de matriz extracelular (MEC) com a viabilidade subsequente de repovoamento por células do próprio receptor. A técnica de descelularização está sendo utilizada para a engenharia de tecidos de vários órgãos, incluindo traqueia, fígado, artérias e coração.A possível aplicação clínica futura das MECs humanas requer um entendimento mais abrangente dos efeitos resultantes dos procedimentos de descelularização e recelularização. Isso se torna ainda mais crucial na bioengenharia pulmonar, devido à complexidade das células envolvidas, à estrutura intricada da árvore brônquica, ao circuito de circulação pulmonar e aos estímulos mecânicos associados à respiração, demonstrando que muitos obstáculos técnicos permanecem para se alcançar um pulmão reconstruído viável para transplante, facilitando sua aplicabilidade clínica e reduzindo os custos.A hipótese deste estudo é que, com a combinação do detergente dodecilsulfato de sódio (SDS) com outros agentes descelularizantes (Triton-X, soluções hipertônicas e hipotônicas e DNAse), será possível obter uma MEC de maior qualidade com menor volume de SDS, apresentando integridade estrutural e biocompatibilidade. Isso permitirá fornecer andaimes adequados para o repovoamento com células específicas do pulmão, visando a engenharia pulmonar e o transplante. (AU)
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