| Processo: | 07/07052-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2010 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem Psiquiátrica |
| Pesquisador responsável: | Zeyne Alves Pires Scherer |
| Beneficiário: | Zeyne Alves Pires Scherer |
| Instituição Sede: | Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Violência contra a mulher Saúde da mulher Penitenciária para mulheres |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Mulheres | Prisao | Saude Da Mulher | Violencia | violência |
Resumo
A violência apresenta vínculo estreito com as estruturas sociais, econômicas e políticas, assim como com os estados interiores dos sujeitos, presentes nas relações dialéticas entre vítimas e agressores, e entre os aspectos coletivos, objetivos e subjetivos. Ao nos depararmos com uma população carcerária feminina, a problemática da violência pode tomar dimensões diversas. Além de perpetradoras de algum tipo de violência estas mulheres podem ter sido, também, vítimas ao longo de suas vidas. Assim, torna-se importante investimento caracterizar as violências a que mulheres aprisionadas foram expostas em sua vida pregressa e verificar o conhecimento sobre este tema e o tipo de participação que vivenciaram em situações de violência. O presente estudo será realizado na Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto-SP que atualmente abriga uma população de 335 reeducandas (detentas). Trata-se de estudo de natureza exploratório-descritivo, com abordagem qualitativa. A amostra da pesquisa será constituída de 15 reeducandas, selecionadas de forma aleatória a partir da listagem oficial da penitenciária. Esta faixa numérica pode ser ampliada para baixo ou para cima, atendendo aos objetivos propostos e aos ditames do campo A coleta de dados será realizada mediante entrevista semi-estruturada, gravada, subdividida em duas partes: parte I, onde será traçado o perfil sócio-demográfico das reeducandas constam dados pessoais de identificação do entrevistado, empregando-se questões fechadas, que serão registradas manualmente pelo pesquisador; a parte II, composta por 10 questões abertas (previamente construídas e submetidas à apreciação de três juízes) sobre o entendimento que tem sobre violência, incluindo os tipos, se cometeu ou se foi vítima dentro e fora da penitenciária. O pesquisador anotará subseqüentemente suas percepções sobre o entrevistado (gestos, atitudes e inflexões de voz). Com isso, busca-se descrever ou revelar as concepções e vivências relacionadas ao tema violência de mulheres encarceradas, oferecer com as entrevistas um espaço de atenção para que possam falar de suas histórias, refletindo sobre as circunstâncias referentes aos seus delitos e a atual condição de aprisionadas. Estas informações são cruciais para a implementação de programas de prevenção de abusos e crimes e reabilitação de mulheres vitimizadas que se tornaram agressoras ou criminosas. (AU)
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