| Processo: | 07/07624-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2010 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética |
| Pesquisador responsável: | Vânia D'Almeida |
| Beneficiário: | Vânia D'Almeida |
| Instituição Sede: | Departamento de Psicobiologia. Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Sono Epigênese genética |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | epigenética | homocisteina | manipulações pré-natais | modelos animais | poluição | Sono | Bioquímica |
Resumo
O desenvolvimento embrionário é governado por uma ampla gama de fatores intrínsecos, mas atualmente é bastante claro que fatores ambientais podem afetar padrões epigenéticos interferindo no desenvolvimento. O epigenoma determina se genes serão mantidos em estado reprimido ou potencialmente ativos, o que por sua vez, irá influenciar o fenótipo ao nascimento. Fatores ambientais e nutricionais podem ter um impacto importante na determinação de como o epigenoma será modificado ou mantido durante o desenvolvimento, como também ao longo da vida. Dessa forma, podemos inferir que o estudo das influências de exposições ambientais precoces em mecanismos que afetam o epigenoma fetal e neonato podem oferecer importantes informações sobre suscetibilidade do adulto a doenças. Considerando a importância da exposição fetal ao ambiente, estamos trabalhando em uma linha de pesquisa que têm por objetivo avaliar a contribuição de mecanismos epigenéticos em alterações bioquímicas e comportamentais que ocorrem na vida adulta de camundongos, em resposta a diferentes modelos de manipulações pré e pós-natais. São dois os modelos propostos no presente projeto: em um deles é nosso interesse avaliar as alterações induzidas pela falta de sono em camundongos prenhes na vida adulta de sua prole. Durante a gestação, 2/3 das mulheres consideram seu sono anormal. Esses distúrbios no sono já ocorrem no primeiro trimestre da gestação, e, parecem ser influenciados por alterações drásticas nos níveis de hormônios reprodutivos que acompanham o período gestacional. A relação entre privação de sono e estresse oxidativo ainda não foi totalmente esclarecida, contudo, existem evidências de que a privação de sono desencadeia processos oxidativos em diferentes órgãos. A indução ao estresse oxidativo durante a gravidez já mostrou levar a malformações congênitas ou, até mesmo, à morte fetal. O outro estudo constitui-se de um modelo animal desenvolvido pela Faculdade de Medicina da USP, em que a exposição a poluentes atmosféricos pode ser manipulada pré e pós-natalmente. Existe um número crescente de estudos demonstrando que mudanças na qualidade do ar são seguidas por mudanças na saúde de crianças e adultos, sob diversos níveis de gravidade. Muitos estudos reportam associações entre exposição à poluição do ar e aumento de distúrbios cardiorrespiratórios, porém, são escassas as investigações sobre exposição ao ar poluído e alterações cognitivas, e principalmente, alterações epigenéticas. Dessa forma, a possibilidade de investigação dos efeitos da exposição à poluição atmosférica urbana sobre as repercussões na prole de animais expostos à poluição durante a prenhes pode levar a informações importantes. (AU)
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