| Processo: | 98/13989-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 1999 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2000 |
| Área do conhecimento: | Interdisciplinar |
| Pesquisador responsável: | Flávio Azevedo Marques de Saes |
| Beneficiário: | Flávio Azevedo Marques de Saes |
| Instituição Sede: | Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Instituição parceira: | Banco do Povo – Crédito Solidário |
| Assunto(s): | Banco de crédito Crédito Santo André (SP) |
| Publicação FAPESP: | https://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Pesquisa...publicas_198_152_153.pdf |
Resumo
Quando se estuda a relação entre financiamento e desenvolvimento sempre se pensa em grandes volumes de poupança e investimentos de grande magnitude. Isto decorre tanto das teorias de desenvolvimento econômico como das teorias de finanças, em que a existência de informações assimétricas, colocando o problema da seleção e a exigência de garantias e os custos de transação existentes na intermediação de recursos, praticamente excluíam a população de baixa renda das análises, pois, em primeiro, lugar operações financeiras não eram possíveis devido ao elevado risco de inadimplência e aos custos operacionais em relação ao volume da operação, e, em segundo lugar, por não ser considerado um instrumento adequado para colaborar com o desenvolvimento ou para a superação da pobreza. Algumas experiências iniciadas na Ásia e na África, com a criação de sistemas de financiamentos voltados exclusivamente para populações de baixa renda, não só se mostraram viáveis do ponto de vista do custo operacional e da baixa adimplência, como contribuíram para melhorar as condições de vida das comunidades envolvidas. O agravamento dos problemas relacionados com a pobreza e a geração de emprego no Brasil no período recente fez com que se iniciassem as primeiras experiências em instituições de microcrédito. Destaca-se, em nível nacional, a Portosol de Porto Alegre, e, em nível estadual, o Banco do Povo de Santo André. Vários municípios e regiões do estado estão pretendendo criar estas instituições Assim, estudar e avaliar a experiência já existente é de fundamental importância para facilitar esta difusão e contribuir para que a implementação e organização dessas instituições se faça da maneira mais adequada, contribuindo para que os objetivos sejam alcançados. (AU)
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