| Processo: | 17/01942-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio Organização - Reunião Científica |
| Data de Início da vigência: | 10 de maio de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 12 de maio de 2017 |
| Área do conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária |
| Pesquisador responsável: | Cláudia Maria Ceneviva Nigro |
| Beneficiário: | Cláudia Maria Ceneviva Nigro |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São José do Rio Preto |
| Assunto(s): | Estudos de gênero Identidade de gênero Estudos culturais Literatura Eventos científicos e de divulgação Reuniões científicas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | exclusão | Gênero | Identidade | Literatura | performance | Resistência | Estudos Culturais |
Resumo
Ao realizar o I Congresso Nacional e II Congresso Internacional de Literatura e Gênero, na UNESP / IBILCE, nos dias 08, 09, 10, 11 de setembro de 2015, pode-se notar uma mudança considerável no nível das discussões acerca do tema, literatura e gênero, na qual se iniciou um movimento de debates voltados para a conceptualização de gênero como performance. Não defendendo uma modalidade específica de gênero em detrimento de outras, pesquisadoras, como Judith Butler, contribuíram para relativizar o tratamento de gênero, por meio de uma visão política e holística que revela um sujeito que, por si só, faz-se reivindicador. Desviando de metanarrativas essencialistas e fundamentalistas, encontramos na literatura uma plataforma útil e poderosa para, de forma dialógica, agregar os diversos discursos e repelir os posicionamentos excludentes, baseados em preconceitos e misoginia. Longe de seguir uma rota de dualismos, a relação estabelecida entre estudos de gênero e literatura no evento permitem uma gama grande de discussões que propõem o empoderamento de subalternos e equalizar relações. Nas últimas décadas, entretanto, acepções distintas vêm sido assimiladas para o acervo conceitual dos estudos de gênero. Há atualmente um incentivo maior para uma visão holística do sujeito, na qual conceitos rígidos e sólidos de gênero se desfazem, abrindo lugar para diferentes e abertas configurações. Adota-se uma visão de que o sujeito está responsável por construir, constantemente, sua representatividade por suas ações perante a sociedade, isto é, há a criação de uma performance de gênero, em que, por intermédio do discurso e de atos corporais, revela uma posição performativa que mais se adeque aos gostos pessoais. Mais do que isso, performatividade de gênero é uma posição marcadamente política, em que uma escolha subjetiva é muitas vezes não condizente aos padrões patriarcais heteronormativos. (AU)
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