Busca avançada
Ano de início
Entree

Passado e presente: a Revolução Francesa no pensamento de A. Gramsci

Processo: 17/06253-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de julho de 2017 - 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Teoria Política
Pesquisador responsável:Rodrigo Duarte Fernandes dos Passos
Beneficiário:Rodrigo Duarte Fernandes dos Passos
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Assunto(s):Marxismo  Antonio Gramsci  Revolução Francesa 

Resumo

A tese trata da análise da Revolução Francesa feita por Antonio Gramsci considerando desde de seus primeiros escritos (1910) até os Quaderni del carcere, redigidos entre os anos de 1927-1935 durante a prisão sob o regime fascista de B. Mussolini. Entender a leitura da Revolução Francesa em Gramsci perpassa por situar as divergências e debates do campo historiográfico e, também, a mobilização que se fazia do passado na esfera mais propriamente política. É preciso considerar a persistência no vocabulário do começo do século XX de termos que remetem à Revolução do século XVIII, como Terror, Ano II, jacobinismo, entre outros, e as comparações que foram estabelecidas entre passado e presente sobretudo a partir de 1917. Nos primeiros escritos, Gramsci tratou da França revolucionária como paradigma e origem da modernidade política, mas recusava integralmente a fase jacobina da Convenção (1793-1794). Entre 1917-1918, ao tratar do tema, voltou sua atenção à historiografia francesa, em especial Albert Mathiez, e iniciou uma "reabilitação" dos jacobinos históricos e, a partir de 1921, tratou-os de forma positiva até sua re-elaboração como categoria teórica-analítica nos Quaderni. A Revolução Francesa, assim, será tratada nos últimos escritos como um longo processo de construção da hegemonia na França e o partido jacobino como essencial para a conformação do Estado nacional e do "povo" francês, por ter amalgamado campo e cidade. A categoria de jacobinismo está vinculada à reflexão sobre a estratégia política das classes subalternas e foi incorporada ao léxico gramsciano após o processo intelectual de maturação estimulado pela Revolução Russa e desenvolvido no período carcerário, quando passou a compor o núcleo central de sua teoria política. (AU)