| Processo: | 17/08352-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2018 |
| Área do conhecimento: | Engenharias - Engenharia Civil - Construção Civil |
| Pesquisador responsável: | Joao Paulo Roschel Torres |
| Beneficiário: | Joao Paulo Roschel Torres |
| Empresa: | Salix Engenharia Ltda. - ME |
| CNAE: |
Construção de edifícios
|
| Pesquisadores principais: | Ingvar Ludwig Augusto de Souza ; Paulo Luiz Zangrande Vieira |
| Assunto(s): | Infecção hospitalar Aspergillus Edifícios de saúde Qualidade do ar Canteiro de obras Fungos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Engenharia hospitalar | Fungo Aspergillus | Infecção Hospitalar | reformas | Engenharia Hospitalar |
Resumo
A proposta deste trabalho é reduzir o impacto que obras e reformas causam dentro de ambientes hospitalares. Serão propostas seis soluções para serem aplicadas em canteiros de obras com a finalidade de conter a dispersão de particulados através do ar, reduzindo a probabilidade de contaminação de pacientes e evitando as temidas e recorrentes infecções hospitalares originadas por este vetor. Trazer para a engenharia uma preocupação que normalmente restringe-se ao departamento de controle de infecções hospitalares, formado por médicos infectologistas e enfermeiros, será um diferencial de mercado para a Sálix Engenharia, empresa especializada em engenharia hospitalar com foco na execução de obras dentro deste restrito ambiente. A inovação do projeto é demonstrar cientificamente que as soluções propostas atuam de maneira eficaz na contenção de particulados oriundos de obras e reformas. A dissipação no ar do fungo Aspergillus causada por obras é relatada em diversas pesquisas realizadas em diferentes países. Em artigo científico, Sautour et al. (2007), afirmou após medições da qualidade do ar que durante um período em que ocorreu uma construção hospitalar, houve um aumento da quantidade de fungos no ar em uma unidade de hematologia adulta, próxima a esta construção. Em outra mensuração da qualidade do ar difundida nos meios científicos, foi constatado que a implosão de um edifício anexo a um hospital resultou em um grande aumento na concentração do fungo Aspergillus no ar, segundo Barreiros et al. (2015). A metodologia proposta é a realização de medições da qualidade do ar (Medição I) de ambientes hospitalares em funcionamento normal, para a obtenção de um valor de unidades formadoras de colônia (ufc) do fungo Aspergillus em funcionamento hospitalar padrão, ou seja, sem a execução de obras nas proximidades da medição. Em seguida, será realizada esta mesma medição (Medição II) da qualidade do ar destes mesmos hospitais, em ambientes semelhantes, porém, desta vez com a execução de obras próximas ao local da medição. Neste segundo momento de medição, o funcionamento das obras deverá seguir o procedimento padrão estipulado pelo hospital e pela construtora que estiver atuando, sem nenhuma intervenção do pesquisador. Desta forma, obter-se-á uma quantidade de ufc do Aspergillus em um ambiente sem reformas, etapa da Medição I, e em um ambiente com reformas, etapa da Medição II e, portanto, será possível identificar o impacto real de reformas e obras no aumento da quantidade de ufc do fungo Aspergillus, um dos causadores de infecções hospitalares em pacientes imunodeprimidos. Serão selecionados três hospitais, localizados na cidade de São Paulo, os quais passarão por reformas durante o período da pesquisa, e que após autorização formal, servirão de base de medição em campo para o pesquisador. A segunda etapa da pesquisa, a qual fará parte da FASE 2 do projeto PIPE - FAPESP, será a aplicação de seis soluções nos canteiros de obras hospitalares para conter a dispersão de particulados. Serão realizadas medições da qualidade do ar nos ambientes internos próximos aos canteiros de obra para a identificação da eficácia de cada solução. A inovação do projeto será qualificar cada uma das seis soluções, com uma base de dados científica, de acordo com sua eficácia na contenção do fungo Aspergillus, concluindo que a adoção de cada uma das seis soluções será conveniente de acordo com a criticidade do local onde será realizada a obra hospitalar. Ou seja, uma obra em um centro cirúrgico deverá ter cuidados diferentes e mais rigorosos do que uma obra em um leito de enfermaria. As medições serão realizadas com o auxílio técnico do Laboratório de Micologia Molecular da Universidade Federal de São Paulo. O projeto será coordenado pelo Professor Doutor Racine Tadeu Araújo Prado, Professor Livre-Docente da Escola politécnica da Universidade de São Paulo, que contribuirá para a excelência técnica e científica da pesquisa. (AU)
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