| Processo: | 12/09990-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes |
| Pesquisador responsável: | Claudio de Oliveira |
| Beneficiário: | Victor Alberto Tagliacollo |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Gymnotiformes Apteronotidae Peixes Biogeografia Zoologia (classificação) |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Apteronotidae | Biogeografia | gymnotiformes | Peixes | Sistemática Molecular | Taxonomia | Sistemática filogenética |
Resumo Apteronotidae é a família mais especiosa da ordem Gymnotiformes, com 86 espécies alocadas em 15 gêneros e muitas outras espécies já reconhecidas, porém ainda não descritas. Apteronotideos habitam as principais bacias hidrográficas da America do Sul, desde a bacia do La Plata na Argentina até as drenagens costeiras do Panamá. Popularmente conhecido como sarapó, apteronotideos geram uma fraca (milivolt) descarga elétrica utilizada principalmente para navegação e comunicação. Aspectos deste sinal elétrico são únicos para cada espécie e, portanto, ajudam na identificação das espécies e, consequentemente, na identificação de novas espécies. Apteronotideos são excepcionais por possuírem sinais elétricos com ultra-frequências; por exemplo, algumas espécies de Magosternarchus descarregam numa frequência de 2.000 Hz o que representa o mais rápido oscilador biológico conhecido na Terra. Como resultado Apteronotidae tem sido assunto de extensos estudos neurofisiológicos e comportamentais, e nossa compreensão sobre a biodiversidade dentro deste grupo está aumentando exponencialmente. Entretanto, relações filogenéticas entre os gêneros de apteronotideos são pouco resolvidas e recentes hipóteses baseadas somente em parcimônia. Portanto, nossos objetivos são: (1) gerar uma filogenia molecular densa da família Apteronotidae para testar a monofilia do grupo e recuperar relações filogenéticas entre espécies e gêneros utilizando uma ampla amostragem e múltiplos genes; (2) investigar e gerar hipóteses biogeográficas para acessar os papeis de eventos como especiação, extinção, e (geo)dispersão na origem da ictiofauna de apteronotideos da Amazônia; (3) propor uma hipótese, utilizando a abordagem do relógio molecular, para a origem da família Apteronotidae; (4) descrever novas táxons, seja no nível de espécies ou supra-especifícos níveis. (AU) | |
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