| Processo: | 12/23411-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Arqueologia - Teoria e Método em Arqueologia |
| Pesquisador responsável: | Fabíola Andréa Silva |
| Beneficiário: | Juliana Salles Machado Bueno |
| Instituição Sede: | Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Etnoarqueologia Xokleng |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Etnoarqueologia | Jê do sul | memória | Santa Catarina | território | Xokleng | Etnoarqueologia |
Resumo O presente projeto visa entender a história de formação do território Xokleng em Santa Catarina. Os Xokleng são povos indígenas falantes de uma língua da família Jê e atualmente habitam a T.I. Ibirama-La Klãnõ no bioma da mata atlântica, inserida no vale do Itajaí. Historicamente o território tradicional reconhecido dos Jê do sul se estende desde o sul do estado de São Paulo até o Rio Grande do Sul, ocupando tanto as partes altas do planalto quanto os vales e costa destes estados. Os Xokleng foram contatados tardiamente e documentados pelo seu alto grau de mobilidade, pela ausência de assentamentos de maior densidade e permanência e pela ausência de produção cerâmica, tendo sido identificados como caçadores-coletores. No entanto, mais recentemente tal visão foi revista e tal forma de organização social e econômica passou a ser entendida como resposta a uma desestruturação decorrente do contato. Mas a mobilidade e uso do território Xokleng permaneceram sendo uma questão importante na compreensão de sua trajetória histórica, tendo alguns autores proposto sucessivas ondas de desterritorialização deste grupo. Arqueologicamente ainda não se tem uma visão clara dos registros relacionados a este povo, devido a variabilidade de formas de ocupação do espaço e semelhança tecnológica com vestígios Kaingang. O território Xokleng, sua históra de formação, forma de ocupação e manejo, apropriação e conceptualização pelos povos que nele habitam é o nosso tema de pesquisa. A co-existência de trajetórias históricas particulares neste território e o conhecimento deste palimpsesto de ocupações e reocupações é o cerne desta pesquisa, dialogando assim com as pesquisas em terras indígenas praticadas por Silva (2012, 2011, 2009) e Silva et al. (2010, 2007). Esta pesquisa arqueológica será praticada de forma colaborativa com os Xokleng, prática científica que tem se mostrado uma importante ferramenta na construção de discursos multivocais, permitindo assim a formação e a incorporação de distintas noções de tempo, espaço, história e memória. Sua realização nos oferece uma oportunidade ímpar na formação de noções mais inclusivas acerca do que é patrimônio cultural e de como ele pode ser vivenciado, preservado, usufruído e gerenciado. Este projeto tem o potencial de contribuir tanto para o aprofundamento do conhecimento acerca das populações indígenas pré-coloniais do sul do país, como para a construção de visões alternativas acerca do patrimônio arqueológico, suas formas de identificação, preservação, fruição e interpretação. (AU) | |
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