| Processo: | 15/18682-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Astronomia - Astronomia de Posição e Mecânica Celeste |
| Pesquisador responsável: | Rodney da Silva Gomes |
| Beneficiário: | Rogerio Deienno |
| Supervisor: | Alessandro Morbidelli |
| Instituição Sede: | Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). São José dos Campos , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Observatoire de la Côte d'Azur (OCA), França |
| Vinculado à bolsa: | 14/02013-5 - Evolução orbital dos asteróides nos primeiros 700 My do Sistema Solar, BP.PD |
| Assunto(s): | Dinâmica planetária Planetas Sistema solar Asteroides |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bombardeamento lunar tardio | Cinturão de Asteróides | cinturão de Kuiper | evolução do Sistema Solar | migracao planetaria | Migração Planetária e Evolução do Sistema Solar |
Resumo A instabilidade planetaria, da forma como proposta no mais recente modelo de migração planetaria, conhecido como jumping-Jupiter, é capaz de explicar muitas características da evolução dos planetas gigantes. Esta instabilidade é caracterizada pelo fato de que os planetas gigantes no sistema solar exterior, formados em uma configuração orbital multi-ressonante, experimentaram diversos encontros próximos entre si, após terem sua configuração ressonante quebrada devido interação com um disco de planetesimais massivos. Estes encontros causam a variação da distância radial dos planetas medidas a partir do Sol. Com Jupiter se aproximando do Sol e os demais planetas se afastando, as estruturas do Cinturão de Asteróides podem ser formadas, juntamente com os registros de crateras da Lua, e algumas das estruturas do Cinturão de Kuiper (KB). Esta evolução dos planetas esta diretamente relacionada com o que conhecemos por Bombardeamento Lunar Tardio (LHB), definido pelo fato de que a instabilidade planetária ocorreu em tempos tardios (~400 milhões de anos após a formação do sistema solar). De acordo com esta instabilidade tardia, quando Netuno é jogado para dentro do disco de planetesimais, uma grande quantidade de planetesimais é lançada em direção ao Sol, atingindo a Lua e outros planetas. Entretanto, como neste processo, a órbita de Netuno adquire alta excentricidade (e~0.4), algumas inconsistências aparecem, relacionadas ao KB em formação (inclinação do grupo frio clássico). Para resolver este problema, Nesvorny (2015) recentemente propôs que Urano e Netuno deveriam ter se formado em uma configuração não-ressonante, com Netuno migrando suavemente para fora por mais de ~10 milhões de anos (para além de 25 UA) antes da instabilidade planetária. Isto, porém, é difícil de se conciliar com os modelos de formação. Além do mais, não é claro se tal configuração dos planetas é consistente com a necessidade de uma instabilidade tardia. Aqui, nós consideraremos este problema, e verificaremos se é possível retardar por centenas de milhões de anos o momento quando a configuração ressonante dos planetas é quebrada, possibilitando que o semi-eixo maior de Netuno evolua por muitas UAs afastando-se do Sol, antes que os demais planetas gigantes tornem-se instáveis. | |
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