| Processo: | 16/03399-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Pesquisa |
| Data de Início da vigência: | 15 de julho de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 14 de fevereiro de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena |
| Pesquisador responsável: | Felipe Ferreira Vander Velden |
| Beneficiário: | Felipe Ferreira Vander Velden |
| Pesquisador Anfitrião: | Rane Willerslev |
| Instituição Sede: | Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Aarhus University, Dinamarca |
| Assunto(s): | Etnografia Povos indígenas Caça Amazônia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Amazonia | Caça | Conhecimento | Karitiana | relações multiespécies | Antropologia da caça |
Resumo O objetivo deste projeto de pesquisa é propor uma leitura etnográfica multiespecífica da caça entre os Karitiana, povo indígena Tupi-Arikém no norte do estado de Rondônia, sudoeste da Amazônia brasileira. Partindo de relatos etnográficos de encontros entre os caçadores Karitiana e suas presas não humanas - ou seja, de uma etnografia relacional da caça - a presente proposta espera colocar-se no cruzamento entre os estudos sobre caçadores, as etnografias multiespécies, a etnologia ameríndia, e a etologia comportamental e cognitiva, de modo a investigar como humanos e animais percebem-se mutuamente durante as interações cinegéticas - sempre do ponto de vista Karitiana - e aprendem uns com os outros em processos simbióticos. A pesquisa se propõe, assim, a repensar as relações entre caçadores e presas tomando-as como relações interespecíficas que conformam cenários multiespecíficos. Disso resultará interrogar o que sabem os Karitiana sobre o que sabem os animais; ou, dito de outra forma: o que seria uma teoria da mente animal para os Karitiana. O presente projeto espera justificar a permanência de oito meses junto ao Departamento de Antropologia da Universidade de Aarhus (Dinamarca), departamento que concentra importantes pesquisadores, projetos e grupos de pesquisa interessados nas relações multiespecíficas e interespecíficas, assim como na caça e nas interações entre predadores e presas em perspectiva antropológica. Espera-se, assim, poder: 1) Discutir a caça na perspectiva das relações e multiespecíficas; 2) Seguir com o profícuo diálogo comparativo estabelecido entre Amazônia e Sibéria (e outras regiões do mundo), a partir da reflexão sobre a caça e as relações entre humanos e animais no assim chamado Antropoceno. (AU) | |
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