| Processo: | 17/13079-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2018 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira |
| Pesquisador responsável: | Fabiano Rodrigo da Silva Santos |
| Beneficiário: | Maria Luiza Silva Fialho |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Poesia Sublime Melancolia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Carlos Drummond de Andrade | Claro Enigma | melancolia | Poesia brasileira | Sublime | Visionarismo | Poesia |
Resumo A presente proposta de pesquisa visa considerar a composição do lirismo visionário e desenvolvimento da temática melancólica sob perspectiva do sublime em Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade. A escolha desses três elementos temáticos e expressionais se deve ao fato de que Claro Enigma parece apresentá-los mediante um sistema de expressão integrado, de que participam imagens que denotam desolação, impossibilidade de transcendência e sondagem do mistério que envolve o mundo, como forma de representar a insuficiência da expressão poética e o conflito entre a realidade imanente e um mundo transcendente inacessível. O eu lírico de Claro Enigma, provavelmente consciente de fenômenos modernos como esterilidade metafísica, declínio do ideal e derrocada das utopias, parece revestir-se com a máscara do visionário, submetendo a história à mirada melancólica de modo apontar os ideais perdidos ou ocultos por trás da fachada da realidade comum. Assim, a poesia da obra se reveste de uma dicção sublime em que o silêncio, a constatação do vazio e a recusa do transcendente, paradoxalmente, levam a uma reflexão sobre o ideal e o absoluto, que se preservam como enigma. Evitar a revelação do enigma, como parece fazer o eu lírico de Claro Enigma, parece ser uma estratégia para reclamar o encantamento à linguagem poético em um mundo desencantado, o que justificaria o voltar de olhos de Claro Enigma para motivos caros à poesia mística romântica, como o do poeta visionário, o da melancolia e do sublime, elementos eles que representaram, no passado, a busca dos românticos por transcendência via poesia. Adota-se aqui a perspectiva de que o modo com Claro Enigma desenvolve a expressão do visionarismo, da melancolia e do sublime contribui à singularidade com que a obra figura tanto no plano da poesia de Carlos Drummond de Andrade como no da lírica modernista brasileira. (AU) | |
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