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Efeitos da irrigação do espaço intrarradicular com substâncias intermediárias, após o uso da clorexidina, sobre a interface de adesão com o sistema adesivo autocondicionante

Processo: 18/11790-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2018
Vigência (Término): 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Endodontia
Pesquisador responsável:Milton Carlos Kuga
Beneficiário:Mariana Bena Gelio
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Clorexidina   Irrigação   Adesão

Resumo

A clorexidina é utilizado previamente à aplicação dos sistemas adesivos condiciona-e-lava, a fim de proporcionar maior longevidade à interface adesiva na dentina. Há controvérsias se também é recomendada para os sistemas adesivos autocondicionantes, pois se acredita que ela pode interferir negativamente sobre o processo de adesão com a dentina. Há dúvidas quanto à cimentação de pino de fibra de vidro com cimento resinoso convencional e o sistema adesivo Universal. Entretanto, o etanol e ácidos têm sido recomendados para irrigar antes da clorexidina, a fim de minimizar os efeitos indesejáveis sem comprometer a sua eficácia. O objetivo do presente estudo será avaliar os efeitos dos protocolos de irrigação do espaço intrarradicular preparado para pino de fibra de vidro, com o etanol a 95% (ET) ou o ácido peracético a 1% (AP), previamente ao digluconato de clorexidina a 2%, sobre a interface adesiva entre a dentina radicular e o sistema de cimentação com cimento resinoso convencional (Relyx Ultimate) e o adesivo autocondicionante Universal (Scotchbond Universal), por meio de avaliação da precipitação de resíduos e a sua composição química, influência sobre a resistência de união, padrão de fratura e penetrabilidade intradentinária do sistema de cimentação. Para as três últimas análises, os espécimes serão avaliados em 24 h e em 6 meses após a cimentação do pino de fibra. As raízes serão padronizadas em 17mm, 120 canais radiculares serão instrumentados até o instrumento F5 e obturados com AH Plus e guta percha. Em seguida, o preparo para pino será feito com brocas Largo e DC1, em 11 mm. 40 espécimes serão selecionados e divididos em 4 grupos (n =10), com protocolos de irrigação: G1 (AD), água destilada; G2 (CHX), CHX; G3 (ET-CHX), ET e CHX e G4 (AP-CHX), AP e CHX. Após a clivagem das raízes em vestíbulo-lingual, a superfície dos terços cervical, médio e apical do espaço intrarradicular será avaliada a presença e constituição química dos precipitados em MEV e EDS. Os 80 espécimes restantes serão divididos em 4 grupos (n = 20) e subdivido em 2 subgrupos (n =10), de acordo com o tempo de avaliação. Após realizar os protocolos de irrigação, o pino será cimentado com cimento resinoso convencional e sistema adesivo Universal. Em cada grupo serão analisados por meio do teste de resistência de união, padrão de fratura e penetrabilidade dentinária 24 horas e 6 meses após a cimentação do pino. Os resultados serão submetidos aos testes de Anova ou Kruskal Wallis, excetoo na avaliação da precipitação de resíduos onde será feito o teste de Kruskal Wallis (± = 5%). Para avaliar a resistência de união, padrão de fratura e penetrabilidade dentinária, o protocolo de irrigação será: G1 (AD-I) irrigado com água destilada e a cimentação será feita com o Relyx Ultimate e o sistema adesivo Universal. O pino será limpo com etanol e passado sobre ele duas camadas de adesivo; o G2 (CHX-I) semelhante ao G1,com espaço protético irrigado com CHX e cimentação do pino idêntico ao G1; já o G3 (ET-CHX-I) idêntico ao G2, com irrigação com etanol a 95% e CHX; o G4 (AP-CHX-I) idêntico ao G3 e irrigação com ácido peracético a 1%. Os espécimes dos grupos G5, G6, G7 e G8, serão similares ao G1, G2, G3 e G4, respectivamente mas permanecerão em água destilada para serem analisados após 6 meses da cimentação do pino. Será adicionado corante fluorescente no sistema adesivo e no cimento resinoso permitindo a avaliação em microscopia de fluorescência confocal. Os espécimes serão incluídos em uma matriz com resina poliéster que será seccionada em três secções, e serão submetidos ao teste push-out, obtendo o valor de força necessária para deslocar a obturação. Para a avaliação do padrão de fratura, serão examinadas em estereomicroscópio. E, para a análise da penetrabilidade dentinária, avaliaremos em microscópio confocal. Por fim, os resultados serão submetidos aos testes de Kruskal Walli, Dunn, ANOVA e Tukey.