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Nível de atividade física de indivíduos com dor femoropatelar e suas associações com parâmetros biomecânicos, clínicos e psicológicos: um estudo prospectivo

Processo: 20/12703-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de abril de 2021
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Fábio Mícolis de Azevedo
Beneficiário:Carmen Lucia Gomes Garcia
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Síndrome da dor patelofemoral   Cinemática   Fisioterapia   Catastrofização   Atividade física

Resumo

A dor femoropatelar (DFP) caracterizada pela presença de dor peri ou retro patelar, de início insidioso, exacerbada durante atividades de suporte de peso que envolvem flexão de joelho e aumentam as forças compressivas na articulação femoropatelar, sendo uma das disfunções musculoesqueléticas de membros inferiores mais frequentes na prática ortopédica e esportiva. Alguns fatores têm sido apontados como o mecanismo chave para o desenvolvimento e cronicidade da dor, com enfoque em alterações biomecânicas e desequilíbrios musculares de membros inferiores que comprometem o padrão de movimento, entretanto, o nível de atividade física e o uso excessivo também parecem contribuir para o desenvolvimento e/ou exacerbação dos sintomas dessa condição. Nesse sentido, o nível de atividade física é um fator importante a ser considerado em indivíduos com DFP, uma vez que, modificações como o aumento abrupto ou redução, podem estar associadas a níveis aumentados de dor, cinesiofobia e maior número de alterações biomecânicas nessa população. Estudos transversais investigaram a associação entre o nível de atividade física e a intensidade dos sintomas e a associação do nível de atividade física com parâmetros clínicos, psicológicos e biomecânicos. Entretanto, até o presente momento, não há estudos longitudinais que avaliaram as modificações no nível de atividade física de indivíduos com DFP e sua associação com estes parâmetros. Este projeto tem como objetivo geral investigar se indivíduos com DFP modificam seus níveis de atividade física ao longo do tempo e verificar a possível relação entre essas modificações e parâmetros biomecânicos, clínicos e psicológicos após 24 meses. Trata-se de um estudo prospectivo, que realizará o acompanhamento de homens e mulheres com DFP ao longo de um período de 24 meses. A coleta de dados ocorrerá em dois momentos distintos, avaliação inicial (baseline), previamente coletada entre 2018-2019, e uma segunda avaliação após 24 meses (follow-up). A amostra será composta por 104 participantes, 37 homens e 67 mulheres. A coleta de dados será dividida em duas etapas a serem realizadas em dias diferentes: (1) avaliação do nível de atividade física (Questionário de Atividade Física Habitual de Baecke), avaliação dos parâmetros clínicos e psicológicos (Escala Visual Analógica da Dor (EVA), Anterior Knee Pain Scale (AKPS), Escala TAMPA, Escala de Catastrofização da Dor ) e avaliação dos parâmetros biomecânicos durante o teste de descida de degrau (por meio de um sistema tridimensional do movimento); (2) avaliação dos aspectos da função muscular - torque máximo, taxa de desenvolvimento de torque e estabilidade da força (por meio do dinamômetro isocinético). A análise estatística consistirá na comparação dos dois períodos avaliados, avaliação inicial (baseline) e após 24 meses (follow-up) através do teste T de Student para amostras independentes ou o Teste U de Mann-Whitney, dependendo da distribuição dos dados. Posteriormente, as variáveis serão inseridas no modelo de correlação, serão analisadas a diferença no nível de atividade física detectada entre os períodos (baseline - follow-up = ”) e as variáveis relacionadas aos parâmetros biomecânicos, clínicos e psicológicos após 24 meses. O teste de correlação utilizado será o teste de correlação de Pearson (r) ou Spearman, dependendo da distribuição dos dados. E por fim, os dados serão inseridos em um modelo de regressão linear, a variável independente analisada será a diferença no nível de atividade física detectada entre os períodos (”) e as variáveis dependentes serão aquelas relacionadas aos parâmetros biomecânicos, clínicos e psicológicos. O nível de significância adotado será de ± <0,05. (AU)

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