| Processo: | 23/17977-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2025 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Artes - Artes Plásticas |
| Pesquisador responsável: | Sônia Salzstein Goldberg |
| Beneficiário: | Beatrice Frudit |
| Instituição Sede: | Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Pintura de gênero |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Arte francesa do século XVIII | Cenas de interiores domésticos | pintura de gênero | Representações da figura feminina | História da arte europeia (século XVIII) |
Resumo Esta pesquisa investiga cenas de interiores domésticos na pintura de gênero francesa de meados do século XVIII, conferindo centralidade para a análise e discussão crítica em torno da representação de figuras femininas em um conjunto de pinturas de Chardin, Greuze, Boucher e Fragonard, em que são retratadas cenas de trabalhos, cuidados com crianças, lazer individual e jogos de galanteio e coqueteria feminina. Na constituição de um imaginário doméstico voltado à individualidade e à intimidade amorosa, sexual ou familiar, podemos observar uma intrincada associação entre o universo doméstico e o feminino. Buscamos interrogar em que medida a emergência desse imaginário, anterior mesmo a constituição da imagem de uma esfera pública, se insere naquela emergente cultura burguesa tangida por ideais iluministas. Nosso objetivo é entender como a representação de figuras femininas na pintura de gênero setecentista conferiu forma a um modelo de afeição e sensibilidade que todavia assomava como "naturalmente" instalado no seio da família. A pesquisa parte do estudo da obra de Chardin e propõe estabelecer comparações com pinturas de outros artistas contemporâneos; sobretudo, iremos confrontar as figuras femininas sérias e absortas de seus quadros com a representação da femme coquette em pinturas de Boucher e com o enquadramento moralizante das figuras femininas conferido por Greuze em representações da esfera íntima e da família. Buscamos, ainda, estabelecer relações entre o interesse artístico e crítico por cenas domésticas e os discursos sobre intimidade e feminilidade no nascente mundo da cultura, sobretudo no contexto dos Salões, acontecimentos públicos, sediados no Louvre, onde se configurava um novo debate em torno do significado moral, político e estético da arte. | |
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