| Processo: | 25/11707-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2025 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo |
| Pesquisador responsável: | Rafael Augusto Urano de Carvalho Frajndlich |
| Beneficiário: | Lívia Nascimento Peressim |
| Instituição Sede: | Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Áreas de pobreza Reforma urbana Rio de Janeiro História da arquitetura |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Favela | Plano Agache | Reforma Urbana | Rio de Janeiro | História da Arquitetura |
Resumo Em 1927, o arquiteto e urbanista francês Alfred Agache foi contratado peloprefeito do Rio de Janeiro, Prado Júnior, para elaborar um conjunto de diretrizes queorientariam a expansão urbana da então capital do Brasil. Esse trabalhoposteriormente ficaria conhecido como Plano Agache.Ainda naquele ano, Agache promoveu uma série de conferências públicas,nas quais sintetizou sua visão urbanística e buscou cativar a população quanto anecessidade de remodelar a cidade. No ano seguinte, retornou ao Brasil e instalouseu escritório no térreo do Teatro Municipal. Ali, com uma equipe multidisciplinarformada por engenheiros, sanitaristas, geógrafos e arquitetos - entre eles nomesde destaque como Affonso Eduardo Reidy, Santos Maya e Attílio Corrêa Lima -,concebeu um dos mais influentes projetos urbanísticos da história brasileira.Entre 1928 e 1930, o Plano Agache foi desenvolvido em três partes: umextenso diagnóstico físico-territorial e socioeconômico da cidade; um plano dediretrizes com diversas obras propostas na região central da cidade; e, por fim,recomendações específicas para o enfrentamento de problemas sanitários, como oescoamento de águas, o controle de inundações e a limpeza urbana.Em todas as partes do plano, um elemento urbano se destacava: as favelas,definidas por Agache como "o conjunto de construções precárias que sedesenvolveram nos morros do Rio de Janeiro" (Agache, 1930, p.189). Essasocupações se originaram após a derrubada dos cortiços, promovida poradministrações como as de Barata Ribeiro, Pereira Passos e Carlos Sampaio, e seadensaram à medida que a cidade experimentava um acelerado crescimento urbanoe populacional.Para Agache, as favelas representavam não apenas um risco para a saúdede seus habitantes, mas também para os bairros vizinhos, por serem consideradasinsalubres e focos de doenças. Embora tenha procurado compreender as dinâmicasde habitação popular, sua proposta de urbanismo idealizava um modo de vidaradicalmente diferente daquele vivido pelas classes marginalizadas."O Plano Agache é a realização Máxima da administração PradoJúnior. Ele constitui o exemplo mais importante da tentativa dasclasses dominantes da República Velha de controlar odesenvolvimento da forma urbana carioca, já por demais contraditória".(ABREU, 1981, p.86)O projeto de Agache encontrou resistência entre a população e, somado àconjuntura política da época, acabou não sendo implementado.Esta pesquisa tem como objetivo analisar a atuação de Alfred Agache comourbanista e sociólogo durante o desenvolvimento do Plano Diretor do Rio de Janeiro,com ênfase em sua influência e propostas relacionadas às favelas cariocas. Arelevância de Agache na promoção do urbanismo como ciência, introduzindoconceitos como o zoneamento - que permanecem atuais -, em um contexto detransformações intensas no tecido urbano, ainda exige estudos mais aprofundados eespecíficos. | |
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