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Modelagem integrada MTRH-SHS e EGC para avaliação de perdas econômicas por secas e estruturação de seguros em contextos de mudanças climáticas

Processo: 25/08362-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2025
Data de Término da vigência: 29 de fevereiro de 2028
Área de conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economia Regional e Urbana
Pesquisador responsável:Eduardo Amaral Haddad
Beneficiário:Jaqueline Coelho Visentin
Instituição Sede: Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Água   Mudança climática   Seguro
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:água | Impactos Economicos | Mudanças Climáticas | Seguro | Economia das Mudanças Climáticas

Resumo

No contexto das mudanças climáticas, a segurança hídrica configura-se como um dos principais desafios globais, especialmente em países marcados por profundas desigualdades regionais, como o Brasil. Este projeto propõe a integração entre o Modelo de Transferência de Risco Hidrológico (MTRH-SHS) e modelos de Equilíbrio Geral Computável (EGC), como continuidade do processo FAPESP 2024/18839-1, que, apesar de sua curta duração - apenas 8 meses -, contribuiu de maneira significativa para o projeto temático Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (INCT PFPMCG) (FAPESP 14/50848-9), ao fortalecer a articulação entre seus componentes, em especial entre os eixos de Segurança Hídrica e Economia. A presente proposta amplia o detalhamento espacial da análise ao transitar da escala das 12 Regiões Hidrográficas, utilizada no referido processo, para uma escala mais granular, baseada em Bacias Hidrográficas. O objetivo central é gerar estimativas mais refinadas que subsidiem a formulação de prêmios de seguros contra perdas econômicas associadas a secas locais induzidas por mudanças climáticas, com impactos diretos sobre a segurança hídrica, a irrigação agrícola e, por consequência, a segurança alimentar. Adicionalmente, a pesquisa incorpora o tratamento das incertezas inerentes às projeções climáticas e prevê a análise da viabilidade econômica e atuarial dos prêmios de seguros estimados. Três bacias hidrográficas serão analisadas, representando distintas latitudes, usos da água e biomas brasileiros (Mata Atlântica e Cerrado): (i) Alto Iguaçu (PR); (ii) uma bacia inserida no Sistema Cantareira, localizada na Unidade de Gestão de Recursos Hídricos dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (UGRHI-PCJ); e (iii) Paracatu (MG). A seleção dessas bacias considerou diferentes formas de uso consuntivo da Água Azul: o abastecimento urbano, no caso do Alto Iguaçu e da bacia do Sistema Cantareira, e a irrigação agrícola, no caso da bacia do Paracatu. Espera-se, com isso, contribuir para o aprimoramento de instrumentos financeiros voltados à adaptação climática e ao fortalecimento da resiliência hídrica em territórios vulneráveis do Brasil.

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