| Processo: | 25/16021-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2025 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - História - História Antiga e Medieval |
| Pesquisador responsável: | Glaydson José da Silva |
| Beneficiário: | Guilherme Godoy Marins |
| Instituição Sede: | Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil |
| Assunto(s): | História antiga |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Armínio | Estudos de Recepção | Mito Político | Nacionalismo Alemão | O Querusco | Propaganda Nazista | História Antiga |
Resumo O presente trabalho investiga a recepção e a instrumentalização da figura histórica de Armínio, apropriado como Hermann, na propaganda do regime Nacional-Socialista na Alemanha (1933-1945). Partindo do referencial teórico-metodológico dos Estudos de Recepção Clássica, que compreende o passado como um campo de disputas e ressignificações contínuas, a pesquisa analisa como o mito do "libertador da Germânia" foi apropriado de forma não homogênea pelo Nazismo. A hipótese central é que o uso de Hermann atingiu um clímax estratégico em 1933, durante a campanha eleitoral de Lippe, para em seguida ser deliberadamente marginalizado. Através de uma análise, centralmente constituída por cartazes de propaganda e por uma película propagandística, complementada por um corpus documental diversificado - peças teatrais, literatura do período e escritos pessoais de Hitler -, o estudo demonstra que esse declínio foi motivado por profundas contradições ideológicas, como a admiração de Hitler pelo Império Romano e a consolidação do Führerprinzip, que tornaram a figura do herói anti-romano inconveniente. A pesquisa explora também as disputas internas ao regime, contrastando a visão de Hitler com a de facções como a SS, que promoviam outros heróis germânicos, e com a de ideólogos que radicalizavam o mito em obras literárias. Conclui-se que a trajetória da recepção de Armínio no Terceiro Reich revela a impressionante maleabilidade dos mitos nacionais e expõe as tensões e as disputas enfrentadas no contexto acerca de sua figura. | |
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