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Efeito do tratamento de efluentes (ETE) por microalgas em bactérias patogênicas multirresistentes: uma avaliação de genes de multirresistência e metabolômica.

Processo: 25/05630-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de janeiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de dezembro de 2028
Área de conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Tratamentos de Águas de Abastecimento e Residuárias
Pesquisador responsável:Ana Teresa Lombardi
Beneficiário:Caroline Moço Erba Pompei
Instituição Sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:24/09344-9 - Estratégia sustentável para tratamento de águas residuárias e produção de bioprodutos utilizando biotecnologia de microalgas-bactérias, AP.R
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Genes de multirresistência | Metabolômica de microalgas | Microalgas nativas | Tratamento de esgoto doméstico | Microbiologia aplicada ao saneamento

Resumo

As estações de tratamento de esgoto convencionais são reconhecidas como fontes principais de bactérias multirresistentes e contaminantes emergentes no ambiente, apresentando ainda limitações na remoção/recuperação de nutrientes e na remoção de poluentes e micropoluentes, como antibióticos. Os sistemas de microalgas promovem um tratamento eficiente dos efluentes, permitindo a remoção de nutrientes, matéria orgânica, metais, poluentes emergentes e agentes patogênicos. Dessa forma, representam uma alternativa promissora e sustentável. Em estudo prévio de nosso grupo (UNESP/Prof. Dr. Gustavo H. Ribeiro da Silva), comparando efluente de uma estação de tratamento de esgotos (ETE) convencional com uma lagoa algal de alta taxa (HRAP), obtivemos atenuação de multirresistência a antibiótico em algumas bactérias patogênicas avaliadas após tratamento com as microalgas. Esta pesquisa é um aprofundamento e detalhamento dos processos envolvidos nessa atenuação, induzida por microalgas. Propomos identificar genes de multirresistência em cinco espécies de bactérias patogênicas, tanto após o tratamento convencional em uma ETE, como após HRAP, para avaliar a hipótese de atenuação da multirresistência. Além disso, estudaremos o metabolismo da microalga dominante nas HRAPs por meio de metabolômica, com o objetivo de identificar metabólitos com ação antimicrobiana. Serão realizados testes em regime de batelada em sistemas em escala piloto do tipo HRAP (150 L cada), concomitantemente com campanhas amostrais em ETE para mapeamento de microalgas e genes de multirresistência. Essas análises permitirão avaliar a atenuação da multirresistência por tratamento baseado em microalgas e sugerir formas de implementar essa tecnologia em escalas maiores. Por meio de uma avaliação em batelada, em escala laboratorial, com a microalga dominante nos sistemas HRAPs, investigaremos os metabólitos produzidos pela microalga nativa da ETE, com o objetivo de entender os mecanismos de ação bactericida e identificar outros metabólitos de interesse. Esperamos que esta pesquisa preencha uma importante lacuna na literatura, oferecendo insights sobre organismos multirresistentes e possíveis estratégias para inativá-los diretamente nas estações de tratamento de esgoto. (AU)

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