| Processo: | 25/20887-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem Obstétrica |
| Pesquisador responsável: | Natália Sevilha Stofel |
| Beneficiário: | Maria Gabriela da Silva Costa |
| Instituição Sede: | Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Interseccionalidade Racismo Saúde da mulher |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | interseccionalidade | Justiça reprodutiva | Racismo | Saúde da mulher | gestação, parto e puerpério |
Resumo O ciclo gravídico puerperal é uma fase de profundas transformações biológicas, psicológicas e sociais, onde fatores socioeconômicos, raciais e de gênero podem potencializar vulnerabilidades. Embora existam marcos legais e programas direcionados à humanização do cuidado, as iniquidades permanecem como uma evidência de que mulheres negras vivenciam piores indicadores de cuidado, violência obstétrica e racismo institucional na assistência à saúde. Portanto, este estudo localiza-se no marco da Justiça Reprodutiva, sendo uma abordagem que comporta a interseccionalidade de raça, classe e gênero para analisar o acesso a uma assistência respeitosa e autônoma nos serviços de saúde. Este estudo tem como objetivo geral compreender como marcadores interseccionais atravessam as experiências de mulheres no ciclo gravídico-puerperal. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória, com amostras compostas por mulheres/transmasculinos que vivenciaram gestação nos últimos três anos. A amostragem será do tipo "bola de neve"e a coleta de dados será realizada por meio de entrevistas semiestruturadas, audiogravadas e analisadas mediante Análise Temática. Espera-se com o desenvolvimento deste estudo evidenciar como o racismo, sexismo e classe social se inter-relacionam na assistência à saúde, apontando as origens das desigualdades, na qual os resultados devem fundamentar políticas públicas que promovam justiça reprodutiva e consolidem a perspectiva interseccional na saúde pública. (AU) | |
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