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Ancestralidade na Materialidade: Mapeamento Participativo dos Acervos da Cerâmica Paulista e das Memórias de Práticas em São Paulo

Processo: 25/26718-2
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de janeiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de dezembro de 2026
Área de conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Histórica
Pesquisador responsável:Marianne Sallum
Beneficiário:Bruna Cristine Ferreira Souza
Instituição Sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:24/04746-1 - Gênero, Memórias e Materialidades da Interação/Confluência: Mulheres Indígenas e Afrodescendentes na Arqueologia Histórica de São Paulo, AP.JP
Assunto(s):Artes
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Arte | Práticas Cerâmicas | transmissão de conhecimento | Estudos da Materialidade

Resumo

Por muito tempo, o campo historiográfico, orientado por perspectivas eurocentradas, sustentou a ideia do apagamento cultural dos povos Indígenas do litoral de São Paulo. Nos últimos anos, estudos da Arqueologia Histórica sobre as interações sociais entre comunidades Tupiniquim e Europeus no período colonial têm apresentado novas interpretações sobre a agência Indígena e as formas como esses povos articularam práticas e materialidades parapersistir (SALLUM, 2018; NOELLI, 2025). Essa persistência se manifesta, sobretudo, naspráticas empreendidas pelas mulheres, a exemplo da produção da cerâmica e do cultivo da floresta, evidenciando as continuidades com mudanças dos saberes tradicionais (SALLUM, GOMES, NOELLI, 2025; SILLIMAN, 2022). O projeto tem como objetivo organizar e consolidar o banco de dados sobre a cerâmica paulista elaborado no âmbito do projeto Jovem Pesquisador (FAPESP 2024/04746-1), além de reunir relatos sobre as memórias das práticas de comunidades do litoral e do interior paulista, especialmente em Itanhaém, Peruíbe e Apiaí. Também serão analisados documentos históricos para a criação de mapas interativos e de um repositório de memórias participativo (SALLUM, 2023; THORPE, 2024; BALANZÁTEGUI,DELGADO, 2024; SCHEUER, 1976). O banco de dados reunirá informações sobre as características morfológicas e decorativas da cerâmica, contribuindo para futuros estudos sobre a cerâmica paulista e as interações entre povos indígenas, europeus e pessoas da diáspora africana. Em etapa posterior, será realizada uma investigação sobre as memórias relacionadas a essas práticas nas regiões de Itanhaém e Peruíbe - territórios marcados pelas primeiras interações entre indígenas e portugueses. Trata-se de uma área com grande potencial para pesquisas arqueológicas e históricas, especialmente junto a possíveis descendentes Tupiniquim, quilombolas, afrodescendentes e caiçaras que ainda preservem a prática ou a memória da produção cerâmica. (AU)

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