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Caracterização, toxicidade e potencial de dessorção de água de Lignina grafitizada por microondas

Processo: 26/04437-4
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de abril de 2026
Data de Término da vigência: 31 de março de 2027
Área de conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Mariana Conceição da Costa
Beneficiário:Liza de La Torre
Instituição Sede: Faculdade de Engenharia Química (FEQ). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:24/01069-9 - Centro de Pesquisa de Lignina Grafitizada para Transformação de Solos Agrícolas e Ambientais / C-LIGA, AP.CCD
Assunto(s):Adsorção   Lignina   Toxicidade   Materiais nanoestruturados
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:adsorção | grafitização | Lignina | Toxicidade | Materiais nanoestruturados

Resumo

Os materiais nanografíticos têm despertado grande interesse nas últimas décadas devido às suas propriedades diferenciadas; entretanto, o elevado custo de produção (até US$ 10.000/kg), limita sua aplicação industrial. Em contrapartida, grafenos e nanografites multicamadas com espessura de poucos nanômetros já apresentam propriedades relevantes, viabilizando aplicações práticas. Nesse contexto, a busca por rotas alternativas de produção de materiais nanografíticos de baixo custo e em larga escala tem se intensificado. A lignina destaca-se como material precursor por apresentar alto teor de carbono, estrutura rica em anéis benzênicos e por ser um subproduto abundante da indústria de celulose e papel (Zhang et al., 2024). Atualmente, na deslignificação da polpa da madeira, a lignina dissolvida no licor negro é majoritariamente queimada para recuperação de produtos químicos e geração de energia (Pang et al., 2020). Contudo, sua conversão em materiais grafíticos pode aumentar a sustentabilidade do processo produtivo, reduzindo a dependência de grafite natural e de rotas ambientalmente impactantes (Covinich et al., 2025). Apesar dos avanços, muitos métodos existentes para produção de carbonos porosos com área superficial significativa a partir de biomassa são energeticamente desfavoráveis ou poluentes. Assim, nota-se a necessidade urgente de desenvolvimento de alternativas aos processos térmicos convencionais. O método de irradiação por microondas se mostra uma alternativa promissora, permitindo aquecimento rápido, seletivo e eficiente. A técnica baseia-se na transferência de calor sem contato para os reagentes, através das interações moleculares com o campo eletromagnético em um processo de "reator de paredes frias", induzindo uma série de reações químicas e transformações estruturais. (AU)

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