Texto completo
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| Autor(es): |
Douglas Martins de Santana
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Dissertação de Mestrado |
| Imprenta: | Piracicaba. |
| Instituição: | Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALA/BC) |
| Data de defesa: | 2025-08-04 |
| Membros da banca: |
Durval Dourado Neto;
Catarina Barbosa Careta;
Cássia Isabel Costa Mendes
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| Orientador: | Durval Dourado Neto |
| Resumo | |
O desenvolvimento rural sustentável tem ganhado centralidade nas agendas públicas e acadêmicas diante da necessidade de conciliar crescimento produtivo, equidade social e conservação ambiental. No estado de São Paulo, esse debate vem sendo impulsionado por políticas de inovação tecnológica direcionadas aos pequenos e médios produtores, com destaque para o Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Agricultura Digital (CCDAD/SemeAr Digital) e a criação dos Distritos Agrotecnológicos (DAT), concebidos como estratégias para promover a modernização inclusiva e o fortalecimento territorial. O objetivo geral desta dissertação foi caracterizar e mapear o desenvolvimento rural sustentável dos municípios que compõem os cincos DAT paulistas (Caconde, São Miguel Arcanjo, Alto Alegre, Jacupiranga e Lagoinha), distribuídos em diferentes Regiões Geográficas Imediatas (RGI). Especificamente, buscou-se: (i) analisar o desempenho dos municípios-sede em comparação aos demais pertencentes às respectivas RGI; e (ii) classificar os níveis de sustentabilidade rural com base em indicadores objetivos. A metodologia adotada fundamentou-se na construção do Índice de Desenvolvimento Rural Sustentável (IDRS), composto por 18 indicadores distribuídos entre os eixos econômico, social e ambiental. Os dados foram padronizados em uma escala de 0 a 1, e agregados para gerar, em cada eixo, índices parciais que, combinados, resultaram na pontuação final do IDRS. A categorização dos municípios foi feita em quatro faixas de desempenho: baixo, médio-baixo, médio-alto e alto. Os indicadores foram agregados aritmeticamente dentro de cada eixo temático, resultando nos Índices de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental. A média dos três índices compôs o valor final do IDRS. Adicionalmente, foram calculadas medidas estatísticas descritivas mínimo, quartis, máximo, curtose, assimetria, estimativas de densidade e boxplots e aplicado o teste de normalidade de Shapiro-Wilk. Os resultados revelaram a inexistência de um padrão que posicione os DAT como territórios com desempenho superior. Verificaram-se assimetrias internas e baixo nível de integração entre os eixos avaliados. Cerca de 18,1% dos municípios foram classificados com IDRS baixo; 56,36%, como médio-baixo; e 25,45%, enquanto médio-alto. Nenhum município alcançou a categoria de IDRS alto. Conclui-se que, embora os DAT representem uma estratégia promissora, sua consolidação requer ações integradas, sensíveis às especificidades locais e capazes de articular inovação tecnológica com políticas públicas consistentes. O IDRS mostrou-se uma ferramenta analítica útil, mas dependente da qualidade e abrangência dos dados disponíveis. (AU) | |
| Processo FAPESP: | 23/10672-8 - Organização do Conhecimento e geração de conteúdo sobre diagnósticos territoriais para o Plano de Educação e Difusão de Conhecimento do CPAD |
| Beneficiário: | Douglas Martins de Santana |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |