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"Dizer com claridade o que existe em segredo" : uma leitura poético-filosófica de Solombra

Texto completo
Autor(es):
Delvanir Lopes
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Assis. 210 f.
Instituição: Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Filosofia, Ciencias e Letras (Campus de Assis).
Data de defesa:
Membros da banca:
Leila Carolina Vilas-Boas Gouvêa; Guacira Marcondes Machado Leite; Ana Maria Lisboa de Mello; Paulo César Andrade da Silva
Orientador: Ana Maria Domingues de Oliveira
Resumo

Cecília Meireles é escritora da vida, procurando descrever, de modo poético, a existência humana. No jogo de palavras-cifras, a autora busca encontrar respostas ou apontar caminhos às suas próprias indagações, que no fundo, são universais. Solombra é um dos veículos eleitos pela poetisa para esse desvelamento do ser. Desvelamento que é a ―síntese final e plena de toda a trajetória filosófica e mística idealizada muito antes de Viagem‖ pela autora, segundo Boberg (1989). Última obra ceciliana (1963) publicada em vida torna-se peculiar mesmo ao tratar de temas já caros à autora: estar-no-mundo, efemeridade, ser-para-amorte e angústia diante da vida. Solombra mostra o ser em conflito que, em oposição às situações concretas e angustiantes em que vive, vê a possibilidade de transcendência. Estes traços ―existenciais‖ são o que permeiam os objetivos desse estudo, uma vez que a poesia ceciliana possui a capacidade de colocar o ser em relação direta com o Ser, posição que outrora já fora privilegiada pelo Simbolismo, e que também está no filósofo Heidegger, que nos dá uma nova chave de leitura para os poemas. Preocupação é tirar da sombra à claridade os segredos. Isso se dá implicitamente, nos símbolos e enigmas que a escritora nos lança a todo o momento. Filosofia é apenas suporte teórico. A intenção primeira é fazer um estudo literário, ou seja, o suporte reflexivo do existencialismo é útil na medida em que amplia o horizonte do leitor e as possibilidades de leitura, além de mostrar um traço da modernidade de Cecília. Heidegger admite que a completa alétheia do ser se dá na linguagem poética, única autêntica para ele, por ser a ―casa do ser‖, ponto de partida para iluminação de toda existência e verdade. E a poesia ceciliana colabora nesse desvelamento (AU)

Processo FAPESP: 08/10775-1 - Dizer com claridade o que existe em segredo: uma leitura poético-filosófica de Solombra
Beneficiário:Delvanir Lopes
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado