| Processo: | 08/10154-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 29 de fevereiro de 2012 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas |
| Pesquisador responsável: | Mauro Galetti Rodrigues |
| Beneficiário: | Mauro Galetti Rodrigues |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Rio Claro |
| Assunto(s): | Aves silvestres Sementes Pantanal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Aves | cerrado | Frugivoria | Mamíferos | mata de galeria | Redes de interações | Ecologia Interações Animal-Planta |
Resumo
A dispersão de sementes apresenta duas principais vantagens para as plantas: o escape da alta mortalidade próximo a planta-mãe e a expansão de suas distribuições locais, sendo, dessa forma, um importante processo principalmente nas florestas tropicais. Essas florestas apresentam uma imensa diversidade de plantas que produzem frutos carnosos, aqueles que são ingeridos e dispersores por animais, e esses frutos apresentam uma igual diversidade de tamanhos, cores, formas e período de frutificação, características que podem determinar a identidade dos dispersores e a intensidade com que essas plantas são dispersas. Por toda essa diversidade presente nas florestas tropicais, as interações envolvendo apenas uma espécie de planta e uma espécie de dispersor são extremamente raras. A variação que as plantas apresentam no número de dispersores, faz com que o processo de dispersão de sementes possa ser organizado e visto em uma matriz de interações. Esses matrizes têm sido analisadas através do método de redes, usado para descrever o padrão das interações mutualísticas e antagonísticas quando uma grande base de dados da comunidade está disponível. Apesar dessas redes já terem sido bem descritas, redes diversas em termos de, por exemplo, grupos de dispersores e/ou tipos de habitats, como a do Pantanal, nunca foi antes estudada. A informação sobre o número de dispersores e a intensidade das interações das plantas com estes, não nos fornecem apenas dados para descrever o padrão da rede, mas também nos permitem descrever as plantas baseado na dependência em dispersores, medida que apresenta dois extremos: de um lado as plantas que dependem fracamente de cada um dos seus muitos dispersores e, de outro, as plantas que dependem fortemente de cada um dos seus poucos dispersores. A dependência das plantas em dispersores pode nos ajudar a entender suas distribuições espaciais as quais, indiretamente, afetam o desenvolvimento dessas plantas, moldando a estrutura e a dinâmica das populações. Os objetivos desse estudo são: 1) analisar o padrão da rede de dispersão de sementes altamente diversa do Pantanal e descrever as espécies de plantas usando três atributos baseados no número de dispersores e dependência destas em seus dispersores; 2) inferir sobre a estrutura da rede e a conservação do sistema quando simulamos extinções de plantas e animais; 3) acessar a importância de características morfológicas e nutricionais dos frutos carnosos e da disponibilidade dos frutos, em definir os atributos de dispersão das plantas na rede de dispersão do Pantanal e; 4) tentar entender se um desses atributos das plantas na rede, a dependência de todos os seus dispersores, associa-se com suas distribuições espaciais, bem como analisar as conseqüências demográficas das diferentes distribuições encontradas (por exemplo, agregada vs. aleatória). O Pantanal é o bioma ideal para atingir a esses objetivos, principalmente por apresentar uma abundância de animais relativamente alta quando comparada com outras florestas tropicais, fazendo com que as interações entre vários grupos de dispersores e as espécies de plantas sejam relativamente fáceis de serem amostradas. O Pantanal possui 170,000 km2 e é formado por um mosaico de florestas semi-decíduas, matas de galeria e cerrados, habitats onde este estudo está sendo realizado. A Fazenda Barranco Alto, nossa área de estudo, possui 11.000 ha (sendo 3.400 ha destes destinados a conservação, sem a presença do gado a mais de 20 anos) e localiza-se na região da Nhecolândia, uma das mais preservadas do Pantanal. (AU)
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