| Processo: | 14/06843-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - História - História das Ciências |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Silvia Fernanda de Mendonça Figueirôa |
| Beneficiário: | Drielli Peyerl |
| Instituição Sede: | Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 15/03244-3 - O modelo da indústria petrolífera dos Estados Unidos no Brasil: o caso do geólogo norte-americano Walter Link (1902 -1982), BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Petróleo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | história das geociências | Petrobras | Petróleo | Processos Técnicos | trajetória | História da Ciência |
Resumo Em 1953, após a famosa campanha 'O petróleo é nosso', cria-se a Petrobras, empresa de economia mista responsável pelo monopólio estatal, que acaba por absorver gradativamente as atividades do Conselho Nacional do Petróleo (1938). A empresa inicia suas atividades em 1954, executando tarefas no setor de exploração de petróleo no intuito de diagnosticar as reais possibilidades petrolíferas do Brasil. Para tanto, contrata no mesmo ano o geólogo norte-americano Walter Link (1902 - 1982) para assumir o cargo máximo dentro do Departamento de Exploração da empresa, criado em 1955. A atitude da Petrobras modificaria os rumos da pesquisa exploratória no país. Walter Link possuía vasta experiência na área de exploração de petróleo por meio do seu trabalho na empresa Standard Oil, tendo realizado inclusive mapeamento de depósitos petrolíferos em países da América Latina. Este geólogo instituiu um programa de exploração bastante ambicioso ao implantar uma estrutura organizacional nos moldes da indústria americana, reunindo estudos e pesquisas anteriores sobre as Bacias sedimentares brasileiras. Sua procura por petróleo no Brasil resultou no famoso Relatório Link, o qual entrega ao deixar a empresa em 1960. No Relatório, Link classificava as Bacias sedimentares brasileiras de maneira negativa, e apontava que os estudos exploratórios de petróleo no país deveriam ser dirigidos para a plataforma continental. O Relatório, considerado como confidencial, vazou para a imprensa, repercutindo nacional e internacionalmente. Por tais declarações, Link foi duramente criticado, e o fato de ser estrangeiro só agravou a situação. Apenas vários anos mais tarde a Petrobras reconheceria que Link estava certo. Estudos até hoje realizados relacionados a esse período destacam sempre a repercussão econômica e política do Relatório de Link (pós 1960), enquanto há uma lacuna de análises dos fatos relacionados ao seu trabalho e ao próprio processo técnico-científico de exploração do petróleo entre 1954 e 1960, o que constitui o objeto central que pretendemos investigar. (AU) | |
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