| Processo: | 19/05938-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2022 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem de Saúde Pública |
| Pesquisador responsável: | Susana Segura Muñoz |
| Beneficiário: | Guilherme Sgobbi Zagui |
| Instituição Sede: | Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Saúde ambiental Antibacterianos Metais Bactérias Esgotos sanitários Ecossistemas aquáticos Tratamento de esgotos sanitários |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bactérias multirresistentes | Ecossistemas aquáticos | esgoto | Metais tóxicos | Tratamento de esgoto | Saúde Ambiental |
Resumo Os esgotos hospitalar e urbano são considerados matrizes que representam riscos à saúde humana e ambiental devido a composição microbiológica de patógenos e substâncias químicas. Entre os poluentes químicos destacam-se os antibióticos e os metais tóxicos por serem considerados potenciais poluidores do meio ambiente e selecionadores de bactérias multirresistentes, devido às suas características antibacterianas. Sendo assim, os esgotos hospitalares e de ETEs são considerados reservatórios de microrganismos resistentes, favorecendo a troca de elementos genéticos móveis de resistência, bem como facilitando sua disseminação ambiental. Já foi identificado nessas matrizes bactérias clinicamente importantes portadoras de genes de resistência a antibióticos, representando um risco devido às limitadas opções terapêuticas disponíveis. Alguns metais como Ag, As, Cd, Cu, Hg, Te e Zn tem propriedades antibacterianas e o interesse como antimicrobianos vem ressurgindo com a crescente resistência bacteriana aos antibióticos em todo o mundo. No entanto, mecanismos de resistência a esses metais já estão sendo descritos principalmente em coexistência com genes de resistência a antibióticos, mas sua distribuição epidemiológica não é conhecida. Tais poluentes podem impactar negativamente os ecossistemas hídricos receptores e representar riscos aos seus usuários caso não sejam removidos nas estações de tratamento de esgoto. Nesse sentido, os objetivos do presente estudo são de quantificar antibióticos e metais tóxicos e verificar a ocorrência de bactérias multirresistentes (portadoras de genes de resistência) em esgoto hospitalar, em esgoto urbano bruto e tratado e em rios e avaliar os possíveis impactos nos ecossistemas hídricos receptores e os riscos para a população adjacente. No hospital terciário, amostras serão coletadas de três caixas de inspeção de esgoto que interceptam efluentes dos ambulatórios, enfermarias e da confluência de todos os efluentes do hospital. Na estação de tratamento, amostras serão coletadas na caixa de entrada (esgoto bruto) e após o decantador secundário (esgoto tratado), previamente ao lançamento no córrego. As dosagens dos antibióticos cefotaxima, ceftazidima, imipenem, meropenem, ciprofloxacina, gentamicina, sulfametoxazol e tetraciclina será por HPLC e dos metais tóxicos Ag, As, Cd, Cu, Hg, Te e Zn por ICP-MS. A identificação bacteriana será por meio do isolamento em meios de cultura seletivos e por kits bioquímicos. O teste de sensibilidade a antibióticos será realizado por disco-difusão em ágar e os testes do disco combinado com ácido clavulânico e Blue Carba serão utilizados para identificar bactérias produtoras de ²-lactamases de espectro-estendido e carbapenemases, respectivamente. Genes de enzimas hidrolisantes de antibióticos, bem como de resistência a metais tóxicos, serão pesquisados por PCR e sequenciamento. Em seguida será avaliado a capacidade de transferência de elementos genéticos móveis de resistência através de experimentos de conjugação. Os dados serão avaliados em programas estatísticos e de acordo com as evidências será realizada uma reflexão acerca dos possíveis impactos nos ecossistemas hídricos receptores de efluentes com os poluentes químicos e microbiológicos estudados. (AU) | |
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