| Processo: | 21/13985-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 08 de outubro de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Química - Físico-química |
| Pesquisador responsável: | Fabio Henrique Barros de Lima |
| Beneficiário: | Antonio Carlos Roveda Júnior |
| Instituição Sede: | Instituto de Química de São Carlos (IQSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil |
| Empresa: | Universidade de São Paulo (USP). Escola Politécnica (EP) |
| Vinculado ao auxílio: | 20/15230-5 - Centro de Pesquisa e Inovação de Gases de Efeito Estufa - RCG2I, AP.PCPE |
| Assunto(s): | Eletroquímica Eletrocatálise Eletrocatalisadores Cobre Energia renovável Dióxido de carbono Eficiência de Faraday |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | complexos de cobre | dióxido de carbono (CO2) | Eletrocatálise | eletro-redução de CO2 | energia renovável | Eletroquímica |
Resumo O consumo de combustíveis fósseis é a causa principal das mudanças climáticas, resultando em aquecimento global devido ao acúmulo de gases do efeito estufa na atmosfera, com destaque para o dióxido de carbono (CO2). A conversão de CO2 em combustíveis e matérias-primas à base de carbono permite o armazenamento de energia de forma renovável e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Nesse contexto, a reação de redução eletroquímica de CO2 (RRECO2) apresenta uma abordagem bastante promissora, principalmente se a eletricidade requerida no processo catalítico for proveniente de fontes renováveis. Até o momento, os catalisadores de cobre (Cu) demonstraram a maior capacidade de produzir hidrocarbonetos e álcoois, como etileno e etanol, via RRECO2. Entretanto, muitos avanços ainda são necessários para o desenvolvimento de sistemas que permitam o aumento de escala de eletrocatalisadores que convertam CO2 em produtos multicarbono (C2+) e que tenham seletividade, estabilidade e alta eficiência faradaica. Uma estratégia neste sentido é o recobrimento dos eletrodos de Cu com espécies orgânicas. De forma geral, o recobrimento confere aumento nas eficiências faradaicas para produtos C2+ e a redução na geração de H2, além de um efeito de estabilização do catalisador em comparação aos respectivos eletrodos sem o recobrimento. Esses resultados estão associados, principalmente, à estabilização dos intermediários ligados à superfície do catalisador, à hidrofobicidade da camada de recobrimento e à estabilização dos átomos de cobre superficiais devido à coordenação com ligantes presentes na molécula modificadora. Além disso, o processo de recobrimento de eletrodos de Cu permite um aumento de escala de forma prática na preparação de eletrodos para RRECO2. Diante do exposto, o objetivo principal deste projeto é utilizar polímeros com grupos ligantes e conhecidamente estáveis nas condições da RRECO2, como o polibenzimidazol (PBI), para recobrimento de eletrodos de Cu bulk e de nanoestruturas de Cu para uso como eletrocatalisadores para a RRECO2. As nanoestruturas de Cu serão formadas a partir de polímeros de coordenação de Cu do tipo [Cu(L)2]n utilizando-se como ligantes (L), o imidazol e obenzimidazol. A redução eletroquímica desses polímeros de coordenação resultará na formação de nanoclusters de cobre com forma, tamanho e dispersão controladas, os quais serão estabilizados pelo recobrimento com o PBI. Com o recobrimento dos eletrocatalisadores de Cu bulk e das nanoestruturas de Cu, pretende-se estabilizar os sítio-ativos de cobre dos catalisadores durante as condições de operação, e, ao mesmo tempo, modular a seletividade e a eficiência faradaica para a formação de produtos C2+. (AU) | |
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