| Processo: | 24/07461-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2027 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Carlos Pelleschi Taborda |
| Beneficiário: | Gabriel Davi Marena |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 21/10599-3 - Instituto Paulista de Resistência aos Antimicrobianos (Projeto ARIES), AP.CEPID |
| Assunto(s): | Candida auris Colonização Nanomedicina Nanovacinas Resistência |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Candida auris | colonização | infecção sistêmica | Nanoterapia | Nanovacina | Resistência | Microbiologia |
Resumo Candida auris é uma espécie emergente de grande preocupação clínica pela sua capacidade multirresistente. C. auris é um microrganismo oportunista, responsável por causar infecção sistêmica em pacientes imunocomprometidos e hospitalizados. Sua terapia é limitada, o que é motivo de preocupação visto que se trata de uma espécie de alta capacidade em adquirir resistência frente a todas as classes de antifúngicos. O principal fator responsável pelo aumento dos casos é a alta transmissão entre pessoas assintomáticas pela colonização de C. auris em pele ou superfícies. Em vista disso, é de suma importância investigar e desenvolver novas alternativas para controlar a transmissão desse patógeno bem como desenvolver novas terapias para pacientes já infectados. Para isso destaca-se a nanotecnologia com sistemas em escala nanométrica que pode contribuir em uma melhor biodisponibilidade, seletividade e melhor atividade terapêutica e controle da transmissão. Sendo assim, esse trabalho tem como objetivo desenvolver e caracterizar nanomateriais para combater a colonização de C. auris bem como para o controle da infecção sistêmica. Para a atividade contra a colonização serão desenvolvidas nanoemulsões carregadas com anticorpos nao-glicosilados Anti-adesina agglutininin-like sequence (ALS3) Humano Recombinante (AntI-ALS3) utilizando a tecnologia "Phage display" (NE@Anti-ALS3) para tratamento tópico. Posteriormente, o potencial anti-adesão será avaliado em culturas que mimetizam peles artificiais. Já para a terapia contra infecção sistêmica, adesina/invasina Als3 apresentados por MHC classe II de células dendríticas serão pesquisados e sintetizados. As Nanopartículas de quitosana (Nq) contendo Als3 (Nq@Als3) serão desenvolvidas e caracterizadas avaliando o tamanho, índice de polidispersão, potencial zeta e ensaio de estabilidade pela técnica de espalhamento de luz dinâmica (DLS). Além do mais, será realizado e microscopia eletrônica de transmissão (MET) e eficiência de associação e ensaio de liberação in vitro. O perfil de segurança das nanopartículas será avaliado frente a macrófagos murinos J774.16 (citotoxicidade) e modelo in vivo utilizando Galleria mellonella (toxicidade aguda). O potencial virulento das cepas utilizadas será avaliado em modelo de G. mellonella. Por fim, o perfil antifúngico e protetor da nanovacina será avaliado em modelos in vivo com G. mellonella e camundongos vacinados e infectados. Espera-se que ambas nanoterapia apresente características físicas importantes de um sistema em nanoescala e auxilia no controle da colonização, diminuindo a transmissão bem como atuar na melhora da resposta imunológica em modelos in vivo, contribuindo no controle da infecção causada por C. auris. (AU) | |
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