| Processo: | 18/24210-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2021 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica |
| Pesquisador responsável: | Walcy Paganelli Rosolia Teodoro |
| Beneficiário: | Zelita Aparecida de Jesus Queiroz |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 18/00415-0 - Caracterização do mecanismo celular e molecular em modelos pré-clínicos de esclerodermia induzidos pelo colágeno v, AP.R |
| Assunto(s): | Escleroderma sistêmico Colágeno tipo V Modelos animais de doenças |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | colágeno tipo V | Esclerose sistêmica | modelo experimental | Biologia Celular, Tecidual e Molecular |
Resumo A Esclerodermia ou Esclerose Sistêmica (ES) é uma doença crônica do tecido conjuntivo, caracterizada pela presença de vasculopatia, fenômenos autoimunes e fibrose da pele e órgãos internos, principalmente pulmões, esôfago, rins e coração. A etiologia da doença permanece desconhecida, sendo o ponto central da patogênese da ES a hiper-reatividade vascular, que resulta na exacerbada produção de fatores de crescimento, citocinas, quimiocinas e mediadores vasoativos e culmina na produção excessiva de colágeno e remodelamento da matriz extracelular. Pacientes com ES tem maior risco de fibrose e doença pulmonar intersticial e hipertensão arterial pulmonar, atualmente sendo a maior causa de morbidade e mortalidade nesta população. O estudo dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos na vasculopatia e evolução da fibrose pulmonar na ES são fundamentais, porém dificultado pela obtenção de amostras do tecido pulmonar de pacientes nas diversas fases da doença. Neste aspecto, entre os modelos experimentais de ES, o modelo induzido através da imunização de coelhos fêmea saudáveis com colágeno do tipo V (Col V) desenvolvido pelo nosso grupo, reproduziu as principais características da esclerodermia, como fibrose em pele, pulmão, esôfago, rim, coração e sinóvia, alterações autoimunes e vasculares. O Col V possui características bioquímicas e imunológicas singulares: durante a sua síntese, retém os domínios terminais, fato que o torna mais imunogênico, em relação aos outros colágenos; ainda, encontra-se no interior das fibrilas heterotípicas, sendo o responsável pela nucleação das mesmas e, ainda, em vários processos patológicos, quando exposto ao sistema imunológico pode desencadear autoimunidade. O Col V se apresenta mais expresso em pele e pulmão de pacientes com ES, sendo que a forma heterotrímera pode desencadear ES e promover tolerância nasal em coelhos no modelo experimental de esclerodermia. Assim, no presente trabalho levantamos a hipótese que o envolvimento cutâneo e pulmonar presente na ES em humanos e no modelo experimental em coelhos possa ser desenvolvido em camundongos C57BL/6, devido a sua alta suscetibilidade de desenvolver fibrose pulmonar. Ainda, existem disponíveis no mercado marcadores celulares, kits e anticorpos específicos, disponíveis para estudo em modelos com camundongos, além de representar menor custo, podendo ser um modelo de grande valia para o estudo da patogênese e novas terapêuticas nesta doença. | |
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