| Processo: | 19/08259-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica |
| Pesquisador responsável: | Fábio Rogério |
| Beneficiário: | Fábio Rogério |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Pesquisadores associados: | Andre Schwambach Vieira ; Enrico Ghizoni ; Fernando Cendes ; Iscia Teresinha Lopes Cendes |
| Assunto(s): | Anatomia patológica Epilepsia Displasia cortical focal MicroRNAs Genes diferencialmente expressos Transcriptoma Imuno-histoquímica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Displasia cortical focal | epilepsia | Imunoistoquímica | tecido cerebral | Transcriptoma | Anatomia Patológica |
Resumo
Epilepsia é doença neurológica caracterizada por crises recorrentes não-provocadas. Os indivíduos refratários às medicações podem ser candidatos ao tratamento cirúrgico. Malformação do desenvolvimento cortical (MCD) é causa comum de epilepsia refratária e corresponde a ampla variedade de lesões, incluindo displasia cortical focal (DCF). Os achados histopatológicos clássicos observados em espécimes de DCF são neurônios dismórficos associados ou não as células "em balão" (DCF Tipo IIa ou IIb, respectivamente, conforme a Classificação proposta pela Liga Internacional de Epilepsia (ILAE) em 2011). Apesar de achados funcionais pré-operatórios (clínicos, eletrofisiológicos e/ou de imagem) sugestivos de DCF, a avaliação neuropatológica do tecido ressecado nem sempre permite a identificação precisa de um padrão histológico anormal característico de DCF. Assim, apenas alterações sutis inespecíficas podem ser observadas, as quais possuem relevância fisiopatológica e/ou prognóstica questionável. Particularmente, o achado de aumento da celularidade oligodendroglial na substância branca, além de perda dos limites entre a substância cinzenta e branca, tem sido definido como "malformação leve do desenvolvimento cortical com hiperplasia oligodendroglial" (MOGHE) por alguns autores. Portanto, neste contexto de discordância entre alterações funcionais e um tecido ressecado exibindo apenas alterações microscópicas discretas, é relevante investigar biomarcadores de disfunção cerebral. No presente estudo, pretendemos realizar, num mesmo espécime com DCFIIa, DCFIIb ou alterações sugestivas de MOGHE, (1) análise do transcriptoma para identificar mRNAs diferentemente expressos e (2) avaliação imunoistoquímica da distribuição e expressão tecidual das proteínas codificadas. Visto que a análise do transcriptoma permite vasto mapeamento de mRNAs com aumento ou diminuição da expressão, o uso desta técnica justifica-se para avaliar simultaneamente vias moleculares anormais nas amostras cerebrais com ou sem diagnóstico histopatológico conclusivo. Especificamente, a tecnologia RNA-Seq será usada, pela primeira vez, para análise de transcriptoma, em amostras de pacientes brasileiros e alemães, com o objetivo de se investigar potenciais novos marcadores de disfunção cerebral relacionada com epilepsia, resposta terapêutica e/ou prognóstico. (AU)
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