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Efeitos do lançamento de esgoto sanitário tratado por diferentes tecnologias sobre o funcionamento dos cursos de água receptores: retenção de nutrientes, metabolismo aquático e emissão de gases

Processo: 18/21412-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2018 - 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Saneamento Ambiental
Pesquisador responsável:Davi Gasparini Fernandes Cunha
Beneficiário:Davi Gasparini Fernandes Cunha
Instituição-sede: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Pesq. associados:Julio Cesar Pascale Palhares ; Marcel Okamoto Tanaka ; Maria Do Carmo Calijuri
Assunto(s):Serviços ambientais  Poluição da água  Gases do efeito estufa 

Resumo

As Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) contribuem de maneira significativa para a atenuação dos problemas associados às descargas de águas residuárias em sistemas aquáticos, como rios e riachos. No entanto, dependendo da tecnologia que é empregada nas ETEs, a remoção de nitrogênio (N) e fósforo (P) pode não ocorrer (ou ocorrer parcialmente), o que gera alterações em diversos processos ecossistêmicos dos cursos de água receptores e altera a sua capacidade autodepurativa. O objetivo principal dessa pesquisa será avaliar a influência do lançamento de esgotos tratados sobre a retenção de N e P em trechos de riachos tropicais e correlacionar esse processo ao metabolismo aquático e às emissões de gases. Para avaliar a capacidade de autodepuração dos riachos, serão quantificadas taxas de retenção de nitrato, amônio e fosfato em trechos de três riachos a jusante do lançamento de ETEs (que empregam tecnologias de tratamento como reatores UASB, lagoas de estabilização ou lodos ativados) e de quatro riachos de referência (i.e., que não recebem efluentes). Esses resultados serão associados às estimativas do metabolismo (taxas de produção primária e respiração) e às emissões de gás carbônico e metano pelos riachos. Além das diferenças esperadas nos processos em riachos impactados e de referência, serão testadas hipóteses relacionadas 1) à influência de condições ambientais (e.g., disponibilidade de luz, nutrientes, tempo de residência, extensão das zonas de armazenamento temporário) sobre as taxas metabólicas e a capacidade dos riachos em reter N e P; e 2) à importância relativa da respiração ecossistêmica e da metanogênese para a emissão de CO2 e CH4 pelos ambientes aquáticos. Atualmente, existe uma lacuna de estudos desse tipo em ambientes tropicais e espera-se que os resultados dessa pesquisa contribuam, especialmente, para subsidiar a definição de critérios de outorga para lançamento de esgotos e embasar a adequação tecnológica de ETEs com vistas a maximizar a capacidade autodepurativa dos corpos receptores do efluente tratado. A proposta, caso aprovada, também permitirá a formação de recursos humanos (ao menos três alunos de doutorado do PPG/SHS/EESC/USP já estão envolvidos no projeto) e possibilitará a publicação de artigos em periódicos com elevado fator de impacto. (AU)

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