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As rochas mais antigas do Cráton São Francisco: características geológicas e significado tectônico

Processo: 18/25465-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2019 - 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Elson Paiva de Oliveira
Beneficiário:Elson Paiva de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados: Cristina Talavera Rodriguez
Assunto(s):Evolução tectônica  Geoquímica isotópica  Arqueano  Geocronologia 

Resumo

O estudo da crosta primitiva da Terra, os mecanismos que a formaram e sua evolução ao longo do tempo são temas relevantes para entender a formação e diferenciação da crosta continental, cratonização e quando a tectônica de placas iniciou em nosso planeta. As rochas mais antigas conhecidas na Terra são em sua maioria gnaisses complexos que ocorrem em blocos cratônicos e em terrenos metamórficos de médio a alto grau de idade arqueana a hadeana. O cráton São Francisco, em especial o bloco Gavião, contém as rochas mais antigas do Brasil, com 3,3 a 3,5 milhões de anos. O bloco é composto principalmente por associações gnáissico-anfibolíticas, greenstone belts e por gnaisses de composição variada. Dados inéditos revelaram a descoberta de rochas gnáissicas mais antigas ainda no bloco Gavião com idades entre 3,6 e 3,7 milhões de anos, que podem representar a região primitiva onde o continente sul-americano iniciou sua formação. Essas rochas, e duas outras localidades no cráton, serão estudadas neste projeto por meio de trabalhos de campo, petrografia, geocronologia U-Pb em zircão, geoquímica elementar e isotópica (146Sm-142Nd) em rocha total e geoquímica de isótopos de Hf e O no mineral zircão com o objetivo de contribuir para o entendimento de como era a Terra primitiva e sua evolução. (AU)