| Processo: | 18/26755-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2021 |
| Área do conhecimento: | Interdisciplinar |
| Pesquisador responsável: | Davi Noboru Nakano |
| Beneficiário: | Davi Noboru Nakano |
| Instituição Sede: | Escola Politécnica (EP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Emerson Gomes dos Santos ; Mikko Sakari Koria ; Morag Elizabeth Shiach ; Rosana Aparecida Vasques ; Tarek Elie Virani |
| Assunto(s): | Inovação Conhecimento Economia criativa Indústrias criativas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Conhecimento | Economia Criativa | Hubs Criativos | Indústrias Criativas | Inovação | Economia Criativa |
Resumo
O estabelecimento de novas relações de trabalho, potencializadas pela tecnologia digital e pelo crescente uso do trabalho por projetos somadas ao crescimento de ideias de colaboração, comunidade e compartilhamento, de uso eficiente e sustentável de recursos, embora opostas a certo ponto, criaram novos ambientes de trabalho nos grandes centros urbanos. Duas manifestações são os coletivos, grupos organizados de praticantes com atividade ou interesse comum, e os espaços compartilhados de trabalho (coworkings), que oferecem infraestrutura comum e possibilidade de interação a profissionais, empreendimentos nascentes e até mesmo departamentos de grandes empresas. O conceito de Hub criativo foi cunhado para identificar esse conjunto de manifestações urbanas, organizadas ou espontâneas, formais e informais, que proliferam nas grandes metrópoles, no bojo de ideias como sustentabilidade, economia compartilhada e relações em rede. Hubs criativos são aglomerados urbanos, polos de conexão entre empreendedores e pequenas e médias empresas do setor criativo, e têm sido utilizados nas políticas públicas britânicas de recuperação urbana desde 2003, tendo se tornado um conceito fundamental para os policy makers. Apesar disso, a pesquisa sobre eles é relativamente escassa, tanto quanto à sua dinâmica, quanto à sua extensão para outros países e contextos culturais. Este projeto sucede e busca aprofundar os resultados de outro realizado pela USP e a Queen Mary University of London em 2016 e 2017, no qual foram identificados duas dinâmicas nos hubs criativos: a top down, característica dos grandes coworkings globais, ocupados por startups e empreendedores, e a bottom up, utilizada nos coletivos culturais e criativos. Foi possível caracterizar como as duas dinâmicas são estabelecidas e seus reflexos nas relações entre os participantes. O objetivo é explorar como se processam os mecanismos de criação e compartilhamento de conhecimento nos dois tipos de hubs, utilizando dois referenciais teóricos: conceitos desenvolvidos para o estudo de organizações e de aglomerações industriais (clusters). A primeira reconhece os hubs criativos como comunidades, onde se desenvolve o senso de pertencimento, enquanto a segunda aponta que hubs criativos e clusters compartilham características, em diferentes escalas. Utilizando o método do Estudo de caso, serão investigadas como o senso de comunidade, ancorado na membresia, integração, influência e laços emotivos e as dimensões de proximidade organizacional, social, cognitiva e institucional afetam a criação e compartilhamento de conhecimento, e como os dois tipos de hubs criam transbordamentos de conhecimento (spillovers). Este projeto também inicia uma cooperação com a Loughbourough University London e seus resultados terão contribuição científica, já que a literatura sobre hubs criativos e outras manifestações urbanas, e seu impacto na geração de conhecimento e inovação é limitada e apoiarão também as políticas públicas de desenvolvimento urbano. (AU)
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