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Efeito tardio do estresse crônico moderado, induzido a partir da peripuberdade, sobre os parâmetros reprodutivos de ratos adultos, tratados ou não com escitalopram

Processo: 19/08785-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2019 - 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Sandra Maria Miraglia Valdeolivas
Beneficiário:Sandra Maria Miraglia Valdeolivas
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Maria Martha Bernardi ; Samara Urban de Oliva
Assunto(s):Ratos  Espermatozoides  Testículo 

Resumo

A incidência de infertilidade afeta em torno de 15% dos casais no mundo. O fator masculino está diretamente ou indiretamente envolvido em aproximadamente 50% destes casos. Muitos fatores com etiologias diversas podem causar distúrbios sexuais, afetar a espermatogênese e levar à infertilidade masculina, inclusive aqueles causados por xenobióticos. O número de adolescentes com desordens psiquiátricas, incluindo depressão, vem apresentando aumento expressivo. Os antidepressivos e antipsicóticos são utilizados no tratamento de transtornos neuropsiquiátricos dependendo das várias indicações, podendo ser indicados em terapia de adultos como também de crianças e adolescentes. Depressão e ansiedade incluem em torno de 80% dos distúrbios psiquiátricos e podem ocorrer em pacientes jovens. O estresse emocional tem sido apontado como um fator de risco adicional para infertilidade idiopática masculina. O escitalopram, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), é frequentemente prescrito no tratamento de sintomas associados ao autismo, depressão maior e outros distúrbios psiquiátricos, proporcionando significativa melhora dos sintomas de ansiedade, humor e dos transtornos invasivos do desenvolvimento (TID). Escitalopram foi aprovado pelo FDA para tratamento de distúrbios psiquiátricos em crianças e adolescentes. ISRSs podem provocar efeitos colaterais, inclusive sobre a reprodução, como disfunção erétil e redução de libido. Escassos trabalhos experimentais avaliaram o efeito tardio do estresse crônico moderado e do tratamento com o escitalopram, sobre parâmetros espermáticos, principalmente quando administrado durante o período que se estende a partir da peripuberdade até a fase adulta. Desta forma, decidiu-se investigar as alterações reprodutivas em ratos adultos que serão submetidos ao estresse crônico moderado imprevisível, por 8 semanas, a partir da peripuberdade (41 dias pós-parto, DPP) até a fase adulta (97 DPP), os quais serão, ou não, tratados com escitalopram por 5 semanas, a partir do 70o DPP. Os animais serão submetidos a testes adequados para a constatação de ECMI, de acordo com a literatura (teste do nado forçado e consumo de solução de sacarose 1%). Seguem os grupos experimentais: a) Grupo estresse crônico moderado (GE); b) Grupo escitalopram (Ge, 10 mg/kg, por gavagem);c) Grupo GEe, estresse crônico o qual será tratado com escitalopram; d) Grupo Controle Sham (GCS): tratado com solução fisiológica 0,9% por gavagem. Serão investigados parâmetros espermáticos quantitativos e qualitativos, genotoxicidade para análise da fragmentação do DNA do espermatozoide e da estrutura da cromatina (ensaios Cometa, Laranja de Acridina e Cromomicina A3), índice de fertilidade, capacidade reprodutiva e comportamento sexual. Medidas de testosterona e corticosterona plasmáticas (método ELISA) e nível de estresse oxidativo, através das dosagens de malondialdeído testicular e epididimário, serão investigados. A histopatologia testicular será avaliada. Os dados obtidos serão comparados entre si e submetidos a testes estatísticos adequados. (AU)