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A sustentabilidade de uma pastagem reformada no Sudeste do Brasil com base nos balanços dos fluxos turbulentos (eddy covariance) dos gases do efeito estufa (CO2, CH4 e N2O)

Resumo

A intensificação dos sistemas agropecuários nas regiões tropicais baseia-se na premissa de que o aumento da produtividade das pastagens esteja associado ao acúmulo de carbono no solo até que novo equilíbrio entre aportes de carbono no solo sistema e a respiração do solo seja atingido. Ademais, pastagens mais produtivas e melhor manejadas permitem reduzir o tempo até o abate e, consequente emissão de gases do efeito estufa (GEE) por kg de peso vivo. Neste sentido propõe-se a quantificação dos fluxos de vapor de água (evapotranspiração), e dos GEE, dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), em uma pastagem (Brachiaria brizantha cv. Marandu) em um sistema de lotação contínua e taxa variável (24 ha) de criação de bovinos de corte em Pirassununga (SP), durante o primeiro e o segundo ano após a reforma, numa área cuja implantação ocorreu a mais de 20 anos e apresentava sinais de degradação.Os fluxos serão obtidos pelo método da covariância de vórtices (eddy covariance) que apresenta alta resolução temporal (30 minutos) e integração espacial da ordem de hectares em torno do ponto de observação e representam o saldo das trocas (Net Ecosystem Exchange=NEE) dos GEE entre a pastagem e a atmosfera. As frações molares dos gases CH4 e N2O serão medidas por um espectrômetro de absorção a laser (QCLAS) de caminho fechado; o CO2 e vapor de água por um sensor de absorção no infravermelho de caminho aberto, ambos de resposta rápida (10 Hz), além de um anemômetro sônico tridimensional. O saldo do balanço de carbono da pastagem (Net Ecosystem Carbon Balance=NECB) considerará a remoção de biomassa consumida pelo gado durante o pastejo (Bp), estimada periodicamente por meio de gaiolas de exclusão e método da dupla amostragem. O balanço de carbono (NECB=NEE+Bp) deste sistema representativo do Sudeste Brasileiro, e submetido ao processo de intensificação, possibilitará a verificação quanto ao seu papel em termos de fonte ou sumidouro de carbono com relação à atmosfera. A variabilidade sazonal dos fluxos de gases e a interação com variáveis meteorológicas e práticas de manejo serão utilizadas na calibração de modelos biogeoquímicos que simulam as trocas destes gases no sistema solo-planta-atmosfera. A compreensão da dinâmica dos processos envolvidos neste importante agrossistema auxiliará na determinação do potencial de medidas mitigadoras com relação às mudanças climáticas e na contribuição das distintas formas de uso do solo e manejo quanto às emissões de GEE. (AU)

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