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Modulação da ECA2 na hipertensão experimental e em resposta ao tratamento com IECA e BRA: potenciais implicações na gravidade e alvos terapêuticos da COVID-19

Processo: 20/05338-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2020 - 30 de junho de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Pesquisador responsável:Adriana Castello Costa Girardi
Beneficiário:Adriana Castello Costa Girardi
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Bruno Caramelli ; Caio de Assis Moura Tavares
Vinculado ao auxílio:16/22140-7 - Bases moleculares da função e da disfunção tubular renal, AP.TEM
Assunto(s):COVID-19  Coronavirus da síndrome respiratória aguda grave 2  Infecções por Coronavirus  Glicoproteína da espícula de Coronavirus  Sistema renina-angiotensina  Serina proteases  Enzima conversora da angiotensina 2  Hipertensão  Gênero e saúde  Pandemias 

Resumo

Evidências clínicas indicam que pacientes hipertensos apresentam alta susceptibilidade à infecção e à gravidade da COVID-19, doença causada pelo novo SARS coronavírus SARS-Cov-2. O SARS-Cov-2 requer a ativação da proteína S viral pela serinoprotease TMPRSS2 e subsequente ligação da proteína S ativa à enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2) para ganhar acesso às células pulmonares, cardíacas e renais, entre outras, nas quais a ECA2 é expressa. A ECA2, no entanto, é um componente enzimático crucial do sistema renina angiotensina (SRA). A ECA2 degrada a angiotensina II (Ang II), peptídeo com múltiplas ações que podem levar ao desenvolvimento de hipertensão arterial, e gera a angiotensina-1-7 (Ang-1-7), que antagoniza os efeitos da Ang II. Além disso, estudos experimentais e clínicos sugerem que o bloqueio do SRA por inibidores da ECA (iECA) e antagonistas do receptor de angiotensina II do tipo 1 (BRA) podem aumentar a abundância da ECA2. Em virtude do fato de pacientes com hipertensão arterial, entre outras doenças cardiovasculares, serem rotineiramente tratados com bloqueadores do SRA, uma série de preocupações clínicas surgiram com relação ao potencial aumento do risco destes pacientes serem infectados pelo SARS-Cov-2. Notavelmente, não existem estudos em modelos experimentais ou humanos que tenham examinado os efeitos dos iECA e BRA sobre a abundância proteica e atividade da ECA2 nos pulmões, possível via de infecção. Além disso, os efeitos dos iECA e BRA sobre a modulação da serino protease TMPRSS2 na hipertensão arterial são totalmente desconhecidos. Ademais, não há informações disponíveis na literatura que mostrem que a hipertensão per se ou sexo masculino, fatores que contribuem para o mau prognóstico de pacientes com COVID-19, modulam a TMPRSS2. O presente estudo foi concebido com a finalidade de fornecer evidências científicas sobre a modulação da ECA2 circulante e tecidual na hipertensão arterial experimental e em resposta aos iECA e BRA, além de examinar o potencial envolvimento de diferenças entre gêneros. A influência do bloqueio do SRA, da hipertensão arterial e do sexo na modulação da TMPRSS2 também será elucidada. (AU)