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Triagem funcional de moléculas com potencial ação no tratamento de transtornos mentais

Processo: 18/22551-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de março de 2020 - 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Pedro Henrique Camargo Penna
Beneficiário:Pedro Henrique Camargo Penna
Empresa:Naiad Desenvolvimento Computacional de Fármacos Ltda
CNAE: Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
Município: São Caetano do Sul
Pesq. associados:Claudio Miguel da Costa Neto
Assunto(s):Desenvolvimento de fármacos  Transtornos mentais  Ansiedade  Receptores de ocitocina  Ocitocina  Neuropeptídeos 

Resumo

O neuropeptídeo ocitocina (OXT) age como um neurotransmissor e neuromodulador em diversos processos fisiológicos em seres humanos e em outros mamíferos, dentre eles podemos citar: comportamento maternal, ingestão de comida, memória social, comportamento sexual, resposta ao estresse, ação ansiolítica e promoção do comportamento pró-social de confiança. Por estar envolvida em diversos processos fisiológicos, a formulação de drogas usando OXT como principal componente, ou o desenvolvimento de novos fármacos tendo o receptor celular (OXTR) no qual ela interage como alvo ganhou interesse no ramo farmacêutico. Atualmente existem diferentes estudos clínicos usando a OXT como droga, tais como: autismo, síndrome de Prader-Willi, esquizofrenia, transtorno de estresse pós-traumático e transtorno de personalidade limítrofe. Resultados interessantes foram obtidos quanto ao efeito da ocitocina na redução da dependência de drogas de abuso. Aqui é proposto o desenvolvimento de novos agonistas do receptor de ocitocina com atividade agonística tendenciosa - ativando a via da proteína Gq de forma seletiva e sustentada, sem ativar significativamente a via da Beta-Arrestina 2 - o que pode gerar drogas que apresentem menos efeitos adversos e efeitos mais persistentes para aplicação em transtornos mentais e indicações clínicas associadas. Este mercado é muito amplo, com os estabilizadores de humor movimentando cerca de 2 bilhões de reais/ano e os antidepressivos cerca de 1 bilhão de reais/ano. É esperado ainda que o mercado de transtornos generalizados de ansiedade atinja US$ 7.5 bilhões em 2025. É importante pontuar que não existe atualmente nenhuma molécula pequena no mercado atuante sobre o receptor de ocitocina, e que moléculas com efeito tendencioso ou enviesado vem cada vez mais sendo apontadas como o futuro do desenvolvimento de fármacos atuantes sobre receptores acoplados a proteína G. (AU)

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