| Processo: | 24/01920-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2026 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia |
| Pesquisador responsável: | André Rolim Baby |
| Beneficiário: | André Rolim Baby |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Fotoproteção |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | fotoproteção | Hplc-Tbars-Evsc | pele negra | protocolo de eficácia | Cosmetologia / Tecnologia de Produtos Cosméticos |
Resumo
Sendo relevante registrar que o Brasil recebe incidência significativa da radiação ultravioleta (UV) e a maioria dos brasileiros é autodeclarada pardos e negros, a presente investigação foi motivada por meio da explícita necessidade de desenvolvimento de protocolo robusto e inovador, bem como, amplamente aplicável junto à sociedade, para comprovação de eficácia de ingredientes ativos protetores solares, desenvolvimento de novos e específicos produtos fotoprotetores e orientação adequada de uso dos mesmos para a população parda e negra. Em relação à proteção solar, apesar de possuir reconhecimento e aceitação internacionais, o ensaio in vivo aplicado para a comprovação da eficácia fotoprotetora, por meio da determinação do fator de proteção solar (FPS), parâmetro de proteção mundialmente difundo, não apresenta em seu critério de inclusão os participantes de pesquisa detentores de fototipos mais elevados, assim, excluindo indivíduos pardos e negros para o conhecimento da eficácia contra a radiação solar. Portanto, constata-se a demanda de desenvolvimento e avanços em protocolo inclusivo que possa avaliar a eficácia contra a radiação UV independentemente do fototipo e/ou etnia, permitindo a investigação da proteção solar junto à pele parda e negra por demais respostas biológicas ademais da formação do eritema, deste modo, nesta investigação, propõe-se o desenvolvimento de protocolo para a determinação da proteção solar na pele parda e negra por meio do uso das técnicas, a saber: ensaio do HPLC-TBARS-EVSC (quantificação bioanalítica da peroxidação lipídica do estrato córneo humano obtido por método ex vivo) e quantificação do ácido trans-urocânico no estrato corneio ex vivo por cromatografia à líquido de alta eficiência (HPLC). Adicionalmente à inclusão de participantes pardos e negros junto aos protocolos anteriormente mencionados (que independem da cor da pele para a obtenção das respostas biológicas), em investigação pelo nosso grupo de pesquisa, eles não expõem os voluntários(as) à radiação UV para suas execuções, já que ambos utilizam o estrato córneo do participante obtido por tape-stripping, técnica não-invasiva ou minimamente invasiva. Ademais, ocorrerá o mapeamento da interação potencial destes ingredientes ativos (filtros UV) na hidratação superficial da pele e na perda de água transepidérmica. Por fim, a considerar que pele parda e negra possui complexidade para a identificação da formação do eritema perceptível após exposição à radiação, fundamental para o cálculo in vivo do FPS, identifica-se dificuldade na indicação de fotoprotetores mais adequados para indivíduos negros e pardos. Ainda, há estudos restritos que demonstram como a pele negra se comporta frente à radiação UV, dificultando qual a melhor forma de protegê-la neste contexto. Pelo exposto, questiona-se qual a estratégia ótima de desenvolvimento de método de análise de eficácia e desenvolvimento de produtos para a melhor proteção da pele negra e parda, quais biomarcadores envolvidos quando o estrato córneo é exposto à radiação UV e quais ingredientes ativos seriam mais adequados para a população negra melhorar e manter a saúde cutânea. (AU)
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