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Ensaio clínico randomizado duplo-cego de histerorrafia em dois planos para reduzir istmocele: estudo THYRI

Processo:24/16539-0
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de setembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de agosto de 2027
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Ricardo Porto Tedesco
Beneficiário:Ricardo Porto Tedesco
Instituição Sede: Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). Prefeitura Municipal de Jundiaí. Jundiaí , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Jundiaí
Pesquisadores associados: Álvaro Luiz Lage Alves ; Armando Antunes Junior ; Edson Vieira Cunha Filho ; Ellen Machado Arlindo ; GABRIEL COSTA OSANAN ; GABRIELA PRAVATTA REZENDE ANTONIASSI ; Isabella Carinhani Bragheto ; Julia Blumke Adde ; Mariana Seabra Leite Praça ; Mario Dias Correa Junior ; Renata Messias Frazão ; Renato Teixeira Souza ; RICARDO MAIA BARBOSA
Assunto(s):Cesárea  Sutura  Ginecologia e obstetrícia  Técnicas de sutura 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Cesárea | Histerorrafia | istmocele | sutura | Técnicas de sutura | Ginecologia E Obstetrícia

Resumo

Introdução: Nas últimas décadas, a incidência de cesariana vêm aumentando significativamente, podendo representar até um terço de todos os nascimentos até 2030. Acerca disso, discute-se cada vez mais sobre as complicações ginecológicas e obstétricas do procedimento, dentre elas aquelas referentes a complicações da cicatriz uterina, conhecida como istmocele. Esta pode ser definida como uma falha da cicatriz da cesárea oriunda de uma descontinuidade do miométrio devido à redução da espessura miometrial residual, que, embora frequentemente assintomática, pode acarretar em prejuízos ginecológicos e obstétricos. A prevalência de istmocele ainda é desconhecida, e varia de 24% à 84%, e o tratamento depende da clínica e da extensão do defeito. Dito isso, assume-se grande importância na prevenção da istmocele, sendo primordial a realização de histerorrafia com técnica adequada. A literatura vem buscando novas técnicas que possam substituir a convencional, de fechamento em camada única com chuleio contínuo e ancorado, como a histerorrafia em dupla camada, e assim, tentar diminuir a incidência de istmocele, evidentemente em ascensão devido o grande aumento do número de cesáreas. Objetivos: Avaliar a eficácia do uso de uma técnica de histerorrafia em duas camadas durante a cesariana na redução da prevalência de istmocele e outros resultados em saúde reprodutiva. Métodos: Ensaio clínico randomizado controlado duplo-cego com mulheres submetidas à cesariana nos hospitais participantes: Hospital Universitário de Jundiaí - HU/FMJ, Jundiaí, São Paulo; Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais - HC/UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais; e Hospital Moinhos de Vento (HMV) de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A sutura proposta será em dupla camada, com fechamento primário do miométrio, e da fáscia subperitoneal subsequente. As pacientes serão submetidas à seguimento após 6 meses do procedimento, com ultrassonografia transvaginal e histeroscopia diagnóstica, e a partir disso serão avaliadas variáveis como: presença de istmocele, espessura endometrial, sangramento uterino anormal, sangramento menstrual aumentado e dor pélvica cíclica. Os dados serão coletados por meio da plataforma RedCap. Todas as análises estatísticas serão realizadas utilizando-se o software SPSS Statistics versão 20.0 (IBM Corporation, USA). Resultado esperado: Espera-se que com a técnica de histerorrafia em dois planos seja possível a redução da incidência de istmocele, assim como suas complicações atreladas, melhorando a morbi-mortalidade e qualidade de vida das pacientes que são submetidas a cesárea, consequentemente diminuindo os custos na rede de saúde. (AU)

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