| Processo: | 25/14022-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2025 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2026 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica |
| Pesquisador responsável: | Fernando Barbosa Júnior |
| Beneficiário: | Fernando Barbosa Júnior |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Vinculado ao auxílio: | 18/24069-3 - Do biomonitoramento ao reconhecimento de assinaturas do exposoma humano visando antecipar riscos para uma saúde contínua, AP.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 26/00146-5 - Avaliação da exposição ao chumbo (Pb) em populações ribeirinhas do Médio Solimões na Amazônia brasileira, BP.IC |
| Assunto(s): | Chumbo Toxicologia ambiental Toxicologia Exposição |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Chumbo | exposição | toxicologia | Toxicologia Ambiental |
Resumo
A Amazônia brasileira, com cerca de 9 milhões de km², abriga uma das maiores biodiversidades e diversidades socioculturais do planeta. No entanto, a região tem sido historicamente impactada por atividades extrativistas e garimpeiras, que contribuem para a degradação ambiental e para a exposição humana a contaminantes, especialmente metais tóxicos como o chumbo (Pb). Altamente tóxico mesmo em baixas concentrações, o chumbo interfere em processos fisiológicos fundamentais e está associado a uma série de efeitos adversos, agudos e crônicos. Estudos conduzidos em comunidades ribeirinhas do Baixo Tapajós (PA) revelaram concentrações elevadas de chumbo no sangue (B-Pb), com 57% dos participantes apresentando níveis iguais ou superiores a 10 µg/dL - patamar considerado preocupante, uma vez que a Organização Mundial da Saúde reconhece que não há nível seguro de exposição ao chumbo. Uma importante via de exposição identificada é o consumo de farinha de mandioca produzida artesanalmente, cuja torrefação em chapas metálicas pode resultar na contaminação do alimento. Nesse contexto, a presente pesquisa tem como objetivo caracterizar a exposição humana ao chumbo em três áreas protegidas do estado do Amazonas: as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, e a Floresta Nacional de Tefé (CAEE: 77196924.5.0000.5403). Apesar de estarem formalmente protegidas, essas regiões podem apresentar vulnerabilidades ambientais associadas à presença de contaminantes metálicos. Para a análise, será utilizada a Espectrometria de Massas com Plasma Indutivamente Acoplado (ICP-MS), técnica de alta sensibilidade e especificidade, adequada ao biomonitoramento populacional por permitir a detecção simultânea de múltiplos elementos em níveis vestigiais. O estudo pretende não apenas quantificar a carga corporal de chumbo nessas populações, mas também ampliar o conhecimento sobre os riscos ambientais e sanitários associados a práticas tradicionais, subsidiando estratégias de vigilância em saúde e políticas públicas voltadas à prevenção da exposição. (AU)
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