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AT-Biota: Desvendando a Riqueza Oculta de Aracnídeos e Triatomíneos em Regiões Inexploradas dos Biomas Brasileiros

Processo:25/01407-4
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Programa BIOTA - Jovens Pesquisadores
Data de Início da vigência: 01 de dezembro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de novembro de 2030
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Manuela Berto Pucca
Beneficiário:Manuela Berto Pucca
Instituição Sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Araraquara
Pesquisadores associados: André Felipe de Araujo Lira ; Antonio Domingos Brescovit ; Eliane Candiani Arantes Braga ; Felipe Augusto Cerni ; Isadora Sousa de Oliveira ; Jader de Oliveira ; João Aristeu da Rosa ; José Rafael de Almeida ; Loic Quinton ; Lúcia Helena Faccioli ; MARIA ELENA DE LIMA PEREZ GARCIA ; Professor Sakthivel Vaiyapuri ; Thiago Aparecido da Silva ; Vagner José Mendonça
Assunto(s):Aracnídeos  Artrópodes  Biodiversidade  Taxonomia 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Aracnídeos | artrópodes | Biodiversidade | Bioprospeção | Taxonomia | Triatomíneos | Artrópodes de Importância Médica

Resumo

A biodiversidade brasileira é uma das mais ricas do mundo, abrigando uma vasta gama de espécies ainda não descritas, especialmente em regiões remotas e pouco exploradas, como a Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Insetos hematófagos, como triatomíneos, e aracnídeos, como escorpiões e aranhas, desempenham papéis fundamentais nos ecossistemas e produzem secreções bioativas com elevado potencial terapêutico. Contudo, a caracterização dessas espécies e o conhecimento sobre a composição bioquímica de suas secreções permanecem limitados, com muitas moléculas de interesse ainda inexploradas. Este projeto tem como objetivo caracterizar a biodiversidade de triatomíneos, escorpiões e aranhas de diferentes biomas brasileiros, investigando suas secreções e venenos para identificar moléculas bioativas com propriedades farmacêuticas. Trata-se de uma proposta multidisciplinar, que envolve coletas de campo em regiões estratégicas, como o Parque Estadual Morro do Diabo (SP), áreas do Cerrado no Piauí e regiões remotas de Roraima. Os espécimes coletados serão identificados, preservados e depositados em coleções científicas. Suas secreções (saliva ou peçonha) serão extraídas e submetidas a análises bioquímicas iniciais, como eletroforese (SDS-PAGE) e cromatografia. A identificação de proteínas, peptídeos e metabólitos será realizada por espectrometria de massas acoplada à cromatografia líquida (LC-MS/MS), permitindo uma análise detalhada do proteoma e metaboloma. Além disso, as atividades biológicas dos venenos e secreções salivares serão avaliadas in vitro para investigar efeitos enzimáticos, antimicrobianos, imunomoduladores, antitumorais, hemostáticos e musculares. Este estudo visa não apenas ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira e suas potenciais aplicações biotecnológicas, mas também contribuir para a conservação de espécies e o desenvolvimento de novos fármacos inovadores, alinhando-se aos objetivos do programa BIOTA-Descoberta FAPESP, promovendo a integração entre ciência, tecnologia e sustentabilidade. (AU)

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