| Processo: | 25/10661-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2029 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia |
| Pesquisador responsável: | Francisco Voeroes Dénes |
| Beneficiário: | Francisco Voeroes Dénes |
| Pesquisador Responsável no exterior: | Martin Wikelski |
| Instituição Parceira no exterior: | Max Planck Society, Dresden , Alemanha |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Erica Cristina Pacífico de Assis ; Kamran Safi |
| Assunto(s): | Aves |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Animal tracking | bats | Birds | Icarus | Internet of Animals | SigFox | Ecologia do Movimento |
Resumo
A Internet dos Animais (IoA) é um modelo inovador que estende a conectividade digital à vida animal, permitindo novas formas de compreender e gerir a biodiversidade por meio da coleta e análise de dados em tempo real. Baseada na Internet das Coisas (IoT), que conecta objetos físicos por meio de sensores e redes, a IoA utiliza etiquetas de biotelemetria, ciência cidadã e bancos de dados interconectados para reunir informações ao vivo sobre os animais. Esse sistema aprimora a compreensão global do comportamento animal, suas necessidades e respostas às mudanças ambientais, além de oferecer ferramentas para uma melhor convivência com a vida selvagem. As aplicações da IoA incluem previsão de distribuições de espécies, detecção de surtos de doenças e suporte a esforços de conservação de espécies ameaçadas. Este projeto de pesquisa visa implementar o modelo IoA no Brasil, utilizando redes de baixo consumo de energia, como o sistema terrestre Sigfox e a plataforma via satélite ICARUS. O estudo foca em aves e morcegos em três locais: o Observatório da Torre Alta da Amazônia (ATTO), a floresta seca da Caatinga, na Bahia, e a região metropolitana de São Paulo. No ATTO, receptores Sigfox irão integrar dados de rastreamento animal com informações meteorológicas e químicas. Na Bahia, etiquetas ICARUS ajudarão a estudar espécies ameaçadas, como as araras-azuis-de-Lear e os abutres. Em São Paulo, etiquetas em aves adaptadas ao ambiente urbano, como os urubus-de-cabeça-preta (Coragyps atratus), revelarão como os animais navegam em ambientes urbanos e zonas aeroportuárias. O projeto também visa revelar padrões desconhecidos de migração intra-tropical e analisar como características da paisagem influenciam o movimento animal e a conectividade ecológica. Aplicações mais amplas incluem o uso de animais como sensores ambientais e o desenvolvimento de estratégias para conservação, monitoramento de doenças e segurança da aviação, com base em dados ao vivo de movimentação animal. (AU)
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