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Microplásticos em corais do atlântico sudoeste

Processo:25/15043-4
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Programa FAPESP para o Atlântico Sul e Antártica (PROASA) - Regular
Data de Início da vigência: 01 de maio de 2026
Data de Término da vigência: 30 de abril de 2029
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Ítalo Braga de Castro
Beneficiário:Ítalo Braga de Castro
Instituição Sede: Instituto do Mar (IMar). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Santos
Pesquisadores associados:Tito Monteiro da Cruz Lotufo
Assunto(s):Contaminação  Ilhas  Monitoramento  Plásticos  Zona costeira  Poluição 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:contaminação | Corais | ilhas | Monitoramento | plásticos | zona costeira | Poluição

Resumo

Devido ao aumento da população global e crescente demanda por bens de consumo, resíduos sólidos urbanos têm emergido como um grave problema ambiental. Polímeros sintéticos como os plásticos comerciais estão no centro a crise planetária global sendo amplamente encontrados no meio marinho como macro, meso, micro e nanoplásticos. Áreas densamente urbanizadas assim como os rios representam fonte potencial desses contaminantes, para uma variedade de ecossistemas costeiros, incluindo ambientes recifais. Nesses ecossistemas, a interação entre microplásticos e corais escleractíneos (espécies-chave) pode se dar por adesão, ingestão ou exposição, permitindo acumulação nos tecidos e esqueletos desses animais, além de induzir efeitos deletérios. Diante da crise planetária que envolve simultaneamente a poluição e a perda de biodiversidade, pouco se sabe sobre a interação entre microplásticos e corais. Essa carência de informações é ainda mais alarmante se considerada a costa brasileira, onde nenhum estudo sistemático sobre o tema foi até o momento realizado. Portanto, o presente projeto visa estabelecer uma linha de base sobre níveis de contaminação por microplástico em recifes de coral do Atlântico Sudoeste, testando a hipótese de que estes recifes costeiros estão sob impacto da contaminação por MPs, a qual é influenciada pelo grau de urbanização das áreas do entorno, distância da costa, distância da foz de rios e batimetria. A abordagem planejada empregará metodologia padronizada para toda a costa brasileira fornecendo subsídios para uma adequada gestão desses importantes redutos da biodiversidade nacional. Ainda, caso aprovada, a proposta contribuirá potencialmente para nortear políticas que visem proteger os corais do litoral brasileiro, enquanto os dados gerados integrarão uma base que será publicamente disponibilizada. Tais inciativas, contribuirão para os esforços de promoção do desenvolvimento sustentável ao longo da margem ocidental do Atlântico Sudoeste. (AU)

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