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Estudo das citocinas do colostro e do sangue de vacas Holandesas e seus conceptos: efeito da Escherichia coli enterotoxigênica (ECET) sobre os fagócitos

Processo: 09/10394-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2010 - 30 de setembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Fernando Jose Benesi
Beneficiário:Fernando Jose Benesi
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neonatologia  Imunidade materno-adquirida  Colostro  Citocinas  Escherichia coli enterotoxigênica  Bovinos 

Resumo

O fornecimento do colostro a neonatos bovinos é essencial á transferência de imunidade a estes recém nascidos, pois a placenta do tipo sindesmocorial das fêmeas bovinas impede a passagem de anticorpos ao feto durante a gestação. Além das imunoglobulinas e leucócitos colostrais, as citocinas parecem estar presentes, participando do estabelecimento da imunidade neonatal. No entanto, poucos são os estudos que quantificam as citocinas no colostro bovino, assim como sobre o papel que desempenham na glândula mamária e no sistema orgânico neonatal. Assim, este projeto tem como objetivo realizar a mensuração de citocinas (IL-1 beta, IL-6, TNF-alfa e IFN-gama), antes e após a estimulação com Escherichia coli enterotoxigênica (ECET) presentes no colostro e sangue de fêmeas bovinas, além da mensuração destas no soro de bezerros neonatos. Para tanto, amostras de colostro e de sangue de quinze fêmeas bovinas hígidas puérperes e quinze bezerros neonatos da raça Holandesa, serão utilizados. No soro e em preparados de fagócitos obtidos do sangue serão mensuradas as citocinas, sendo as células estimuladas com ECET. As amostras de colostro serão colhidas antes da primeira ordenha, com cuidados de antissepsia, sendo posteriormente divididas em duas alíquotas. A primeira delas será destinada a realização do exame bacteriológico das amostras de colostro, excluindo-se aquelas com crescimento bacteriano positivo. A segunda alíquota será destinada a mensuração das citocinas, a qual também será feita no "pool" de colostro e no leite oferecido como primeiro alimento aos bezerros. Para a verificação da transferência das citocinas aos neonatos, serão constituidos três grupos experimentais, cada um com cinco animais. O grupo G1 receberá 2 litros de colostro materno fresco, o grupo G2 receberá 2 litros de "pool" de colostro congelado existente na propriedade e o grupo G3, será alimentado somente com leite (sem colostro). Essa primeira alimentação será feita em até 6 horas pós nascimento (p.n.) e a seguir, receberão leite em volume equivalente a 10% do peso vivo/dia, em duas alimentações diárias. A avaliação das taxas de citocinas retromencionadas presentes no soro dos bezerros, será feita em amostras de sangue colhidas durante os primeiros dez dias p.n. nos seguintes momentos: T0 (antes da ingestão de colostro - G1 e G2, ou leite - G3), T1 (1-2 dias p.n.), T2 (3-4 dias p.n.), T3 (5-6 dias p.n.), T4 (7-8 dias p.n.) e T5 (9-10 dias p.n.). (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CAROLINA L. SHECAIRA; KARINA M. MADUREIRA; VIVIANI GOMES; CAROLINE H. SEINO; ROGERIO B. DOS SANTOS; JULIANA A. BOMBARDELLI; GABRIELA A. REIS; FERNANDO J. BENESI. Avaliação da transferência de citocinas para bezerros neonatos via ingestão de colostro de fêmeas bovinas Holandesas. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 34, n. 12, p. 1271-1275, Dez. 2014.

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